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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Como era mesmo?

Eu e a esposa organizamos um plantão de dúvidas ajudando os garotos da Casa do Adolescente em São Paulo com os estudos. Foi um tempo interessante e onde percebi uma coisa bem complicada: Eu esqueci como foi aprendido um monte de coisa.

Eu sei ler, escrever, fazer contas. Mas não lembro como raios me ensinaram isso. Pior ainda, não lembro como eu fui ensinado bioquímica. É complicado ter uma quantidade grande de conhecimento sobre um assunto e tentar transmitir parte dele.

Esses dias em aula coloquei uma questão sem resposta exata, era para os alunos bolarem hipóteses do que PODE acontecer dada uma certa situação. Foi engraçado perceber como a incerteza teve um efeito estranho.

São cursos de engenharia e talvez estejam acostumados a respostas exatas, mas engenharia é o curso de resolver problemas, de arrumar aplicações práticas para o conhecimento e quando lidamos com processos naturais, as respostas não são fáceis.

Entendi a reação de alguns alunos como se a falta de resposta única tornasse todas as respostas erradas. Incerteza é diferente de erro. Incerteza nos leva a avaliar as possibilidades e escolher a melhor opção.

Será que eu consigo ensinar os alunos a ficarem sem saber?


PS: Toda vez que entro em sala lembro da Granny WeatherWax da série Discworld: "Não sou boa nessa coisa de ensinar, mas fica por perto que você deve acabar aprendendo alguma coisa."

domingo, 4 de abril de 2010

Trilha sonora

A Renata é muito mais ligada em música do que eu, tem gosto musical melhor e um vasto conhecimento discográfico.

Uma coisa divertida é arrumar trilhas sonoras para momentos da vida. O doutorado teve várias.

"Every breath you take" do The Police é perfeita para orientadores - Every breath you take, every move you make, I'll be watching you. "Fuck Forever", Babyshambles, era uma sensação constante - I'm so clever, but clever ain't wise.

Tinha a trilha sonora perfeita para a monitoria: "Oliver's Army" do Elvis Costello - I'd rather be anywhere else but here today.

Uma amiga que está numa fase de trabalho insana, lembrou de "Hard Days Night", The Beatles (dispensa trechos), mas me parece que tem embutida uma certa homenagem ao marido e filho.

Na fase mais complicada de trabalho em Natal, "Heavens Know, I'm miserable now", The Smiths, quase me fez chorar - I was looking for a job and then I found the job, Heavens know, I'm miserable now.

Por alguns momentos, quando passei na seleção em Lages, minha trilha pessoal poderia ser "Top of the world", Shonen Knife. E pra minha vida Lages-Camboriu "Roam", B52, parece apropriada. Ao me manter informado com notícias de meio ambiente para minhas aulas, "It's the end of the world as we know it", REM, me parece sombriamente adequado.

Mas me parece que trilhas sonoras combinam mais com momentos dramáticos, quando a vida vai bem ela parece ter uma música própria que dispensa explicações.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dahon Curve D3



Não é arte moderna, nem sofri acidente. Esse é o meu novo brinquedo/utilitário. As novas definições nas minhas atividades trabalhistas vão gerar a necessidade de viajar entre duas cidades com certa frequência.

Com um pouco de sorte poderei andar de bicicleta em qualquer uma dessas duas cidades, ai veio a idéia de levar minha bicicleta comigo. Tinha lido por ai sobre bicicletas dobráveis, mas nunca fui atrás dessas coisas.

Como a necessidade surgiu corri atrás e rapidinho me informei sobre marcas e modelos. Marca a única que me sugeriram sem ressalvas foi a Dahon. Quanto aos modelos estava na dúvida entre a Curve D3 e a Eco D3 (mais barata). O test drive e uma geral nos extras da Curve na FreeCycle me fizeram decidir por ela mesmo sendo mais cara que a Eco.

A bicicleta desdobrada fica assim. Dá pra usar o sofá atrás como referência.

O plano é: Pegar minha mochila, ir de bike para a rodoviária, pegar ônibus para outra cidade. Na outra cidade, desdobra a bicicleta e pode ir montado nela pra casa.

Uma coisa ainda incomodava, apesar de desmontada ela ficar bem legal estava com medo de não deixarem embarcar, arrumar alguma confusão. Então precisava de uma capa.

Fui atrás de alguma loja de embalagens, mas domingo é difícil encontrar essas coisas. estava pensando em comprar tecido e mandar alguém costurar, ai minha mãe entrou na história.

Ela lembrou que tinha umas cortinas velhas que ia jogar fora e se ofereceu pra montar a sacola pra mim. Duas opções de estampa: bambu ou smurfs. E foi assim com muito suor e trabalho da mama que consegui uma linda sacola para carregar a bicicleta nos momentos que ela não estiver me carregando.

Bicicleta dobrada e ensacolada.

Como vai ficar carregando a bicicleta na sacola.

Ainda bem que eu não preciso pagar a mão de obra, médica costureira deve cobrar uma nota por hora. Ficou bem legal e como é reaproveitamento de pano é até ecológica. A mãe acha que não vai aguentar muito, já que o pano é bem velho. Bem, eu vou aproveitar enquanto der e até ela se desfazer.

EDIT: Quanto a bicicleta, no mesmo dia que comprei fiz o meu real test drive. Coloquei no porta malas de um amigo que me deu carona até a Henrique Schaumann. De lá fui com a Dahon até em casa, quase 9km de São Paulo, com muita subida e buraco.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Road Trip 1 - Extreme Turismo

Começamos a nossa grande migração. Rumo ao sul em busca de climas mais amenos e trabalhos com estabilidade. Depois de encerrar prematuramente a temporada em Natal, encaixotamos a mudança e hoje às 8 da manhã partimos de Natal.

Nossa última refeição em Natal foram os restos mortais da pizza de ontem requentados no forninho elétrico da pousada. Jantamos na Trattoria del Pescatore para comer pela última vez a pizza do Mauro. Recebemos a notícia que ele também está de partida, a vida de pizzaiolo em Natal não decolou e, assim como nós, Mauro está se preparando para novas empreitadas.

Desde que a mudança foi despachada estávamos na Pousada Avarandas de Ponta Negra, onde fiquei hospedado logo que cheguei em Natal. Carregamos o carro, Wii, Carmen, malas, alguns eletrodomésticos, minhocas. Um probleminha que tive com as minhocas logo se tornou um pequeno estorvo no carro. Uma coisa é ter drosófilas na varanda, outra é dentro do corsa. Matamos muita mosquinha a viagem toda, mas não para de aparecer mais, espero que diminua com o passar dos dias.

Eu comecei guiando e revezamos pela primeira vez em Bayeux. Seguimos até Recife e a primeira parada pra valer foi na Livraria Cultura. Comprei presente de Natal para o meu vô e para a Renata.

Depois, uma parada rápida na Casa dos Frios para comprar um tradicional bolo de rolo pro Natal.

Por fim, almoço no Sushi Yoshi, temaki de agulhão, um sashimi/sushi teishoku, fazia tanto tempo que eu não comia missoshiru e gohan, fiquei emocionado. Café pra dar uma acordada e lá vamos nós.

Decidimos seguir a recomendação do Guia 4 rodas e ir pela PE-60/AL-101 até Maceió. Pedi informação num posto e foi engraçado, o cara explicou direitinho, mas eram uns 5-10km entre cada ponto de referência que ele me passou, eu estava crente que estava perdido, ai aparecia o posto BR grandão, ou a concessionária da Volvo.

A PE-60 é pista simples, mas está bem asfaltada, tem pouco caminhão e em alguns trechos dá pra ver o mar. Deve ser legal se tivéssemos mais tempo para encostar nas praias, ao invés de só passar correndo. A paisagem é basicamente só cana. Me parece até um roubo ver tanta cana plantada e o litro do álcool no posto estar 1,90.

O cheiro é outra coisa a parte, uma mistura de melado e azedo das usinas/engenhos, quem conhece sabe do que estou falando. Além da fumaça das queimadas.

Alguns trechos tem reflorestamento e fazem pensar, se em poucos anos a terra batida vira uma pequena floresta, imagina só o que daria pra fazer. É só pisar no freio que o planeta dá um jeito de se virar. Ou quando terminarmos nosso suicídio coletivo, em poucos anos não sobra traço que estivemos aqui.

O choque foi entrar em Alagoas. Depois do Collor e dos Malta, fiquei com a impressão que AL era terra de ninguém, comandada com punho de ferro por mafiosos malvados. Pois bem, acho que é assim mesmo. Quando a PE-60 vira AL-101 tudo piora. As casas e cidades pelo caminho passam de turísticas para miseráveis, a sinalização some e o asfalto piora. Isso vai assim até Maceió.

No caminho liguei para o hotel para avisar que íamos atrasar:

Oi temos uma reserva em nome de Renata para hoje ás 18, queria avisar que vamos atrasar um pouco.

A reserva é até as 18.

Eu sei, por isso estou ligando para avisar que vamos atrasar, mas que nos chegamos ainda hoje.

A reserva é até as 18, depois disso eu tenho que liberar o quarto.

Demorou pra convencer o cara que eu ficar 24h ou 2h não fazia a menor diferença e eu ia pagar igual. Está com um concurso em Maceió e muitos hoteis estão lotados.

Maceió lembrou muito Recife, cara de cidade grande com praia. Fomos direto pro hotel Blue Mar, o estacionamento é aberto na calçada, o que me preocupa um pouco. As coisas mais importantes trouxemos pro quarto.

Saímos para jantar a pé. Caminhamos pela beira da praia e jantamos em uma barraca curiosa. Os sucos diferentes até que já vi em outros lugares, mas os sanduíches de filé ao vinho com ervas finas, queijo e mostarda; ou chutney de manga, ricota e berinjela, chamaram a atenção.

Tomamos dois sucos (maçã, abacaxi e gengibre; laranja, maracujá e gengibre) e comemos o sanduíche de filé. De volta pra pousada, escrevendo o diário de viagem e preparando para dormir. Amanhã acordamos às 6 para começar o dia 2.

Montei um mapa com os pontos principais e vou atualizando durante a viagem. Mais pra frente vou escrever com algumas fotos da viagem.


Visualizar Road Trip em um mapa maior

Sobre o título, o Extreme Turismo é que fizemos 4 Estados em um dia, RN->PB->PE->AL amanhã é AL->SE->BA. Desejem-nos sorte.

EDIT: Esqueci de comentar que chegamos no Hotel em Maceió às 19h, tirando às 2h de parada para compras, almoço e ficar perdido em Recife, foram 9 horas no volante divididas entre nós dois.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O mundo não precisa da gente

Tenho andado cada vez mais preocupado com a vida num sentido geral.

Essa sensação de que o mundo está indo pro buraco não é boa. Agora que cheguei num ponto que posso parar pra pensar no futuro estou encucado com o que fazer.

Outro dia a esposa me falou uma coisa que fez pensar.

Sabe todas essas campanhas de "Salve o Planeta", "Proteja a Amazônia", "Salve as baleias"? Pois bem, é tudo mentira. Se olharmos direito, todas elas tem que ser substituídas por uma única campanha: "SALVE-NOS!".

Vamos olhar a sério: Essa ridícula noção judaico-cristã que Deus deu ao homem domínio sobre todos os animais é uma tremenda besteira. Da mesma forma a vida no planeta não precisa de nossa ajuda pra sobreviver. É claro que temos o potencial de extinguir quase a totalidade das espécies da Terra, nos removendo no processo. Entretanto, vida vai continuar existindo.

Caramba, conhecemos diversos organismos que vivem em condições extremas. Quem sabe ao sairmos do caminho algumas dessas espécies vão ser capazes de ocupar nichos ecológicos novos, novos isolamentos geográficos, pressões seletivas, variação, seleção, evolução.

Tudo o que se propõe, todas essas tentativas ecológicas, são para mantermos um mundo em que a gente possa viver, vida vai existir com ou sem esse macaquinho pelado egocêntrico chamado Homo sapiens.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fazer um pouquinho.

Todo dia pego me perguntando o que dá pra fazer pra não ser TÃO parte do problema.

Notícias, blogs e twitters que acompanho me avisam diariamente de tudo que estamos fazendo de errado, lixo, consumo, C02, Global Warming, trabalho escravo.

Algumas coisas eu vou tentando. Nós separamos o lixo. Dentro do possível tento consumir produtos que tenham uma postura sustentável ou socialmente consciente (o que quer que isso queira dizer), separo o lixo para reciclagem, não jogo gordura na pia (o certo é separar em uma garrafa e jogar no lixo comum ou melhor ainda, levar para reaproveitamento).

Dentro dessas idéias já tinha ouvido falar do Google Black, com o conceito de diminuir o consumo de energia simplesmente por tornar a página inicial do Google totalmente preta. Faz sentido, já que tela mais escura usa menos energia e de pouquinho em pouquinho a galinha morre de fome.

Esses dias me passaram um semelhante ao Google Black, o Eco4Planet que expande no conceito direcionando uma parte dos fundos gerados no site para o plantio de árvores.

Coloquei como página inicial e outra dica legal dele que a Renata passou, dá pra colocar naquela busca rápida do Firefox. Ele usa o mesmo engine de busca do Google, mas aproveita para plantar umas árvores no caminho.

Não sei se é verdade, mas pelo menos contribuo com a tela preta e limpo um pouquinho minha consciência.

PS: tenho sido tão Ecochato que é impressionante a Renata não ter me mandado pastar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Vá e me conte

 


Passeando pela internet agora de manhã vi no Guia Verde que a 31ª Sakura Matsuri, ou Festa das Cerejeiras. vai ser neste Domingo, 02 de agosto, a partir das 10h, no Parque do Carmo.

Fui ano passado, quando tire a foto lá em cima, mas parece que foi em outra vida. Parece também que foi a vida toda e me dói o coração de saudades de São Paulo. Ela é feia, suja, poluída, mas ao mesmo tempo é linda e tem incontáveis coisas que me deixam saudosista.

Este ano as cerejeiras devem estar exuberantes, pois o frio ajuda na florada. Quem puder vai lá, tira uma foto e manda pra mim. Eu coloco aqui pra quem não foi matar a (ou morrer de) vontade.


Parque do Carmo, Avenida Afonso de Sampaio e Souza, 951, Itaquera. Metrô: Corinthians-Itaquera. A entrada é franca. Informações: (11) 2748-0010.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Minhocas na cabeça

Minha mãe sempre foi contra termos um bichinho de estimação em casa. Não exatamente pelo conceito do bichinho, mas por questões de espaço e saber que ia sobrar pra ela.

O primeiro que durou em casa foi um peixe beta, o Fidel, meu irmão cuidava bem. Depois da morte dele (o peixe, não meu irmão) demorou à aparecer outro em casa. A Tsu está durando lá e os receios da minha mãe se confirmaram, quem cuida da gata é ela, ajudou pra isso o fato de termos saído de casa pouco tempo depois do aparecimento dela.

Pois bem, finalmente arrumei um bichinho de estimação pra mim, digam olá para as Dercys

 


Para quem não entendeu que raios é isso eu explico: São minhocas. Faz um tempo que ouvi falar desses sistemas de vermicompostagem domésticos (Minhocasa) e criei coragem quando soube da primeira "safra" de humus de um amigo... infelizmente meu amigo interrompeu o experimento dele por problemas técnicos, vamos ver como eu me saio como criador de minhoca.

 


Se tudo der certo, boa parte do lixo orgânico gerado aqui em casa não será mais lixo, mas sim alimento das minhocas e matéria prima na geração de humus, que ainda não sei onde irá parar, já que devo gerar muito mais humus do que a meus canteiros na varanda devem consumir.

Esse minhocasa é uma das coisas mais "Pense Global, aja local" que eu já vi. Se todos usassem coisas desse tipo, reduziria monstruosamente o lixo gerado. O sistema pode consumir até 500ml de materia orgânico por dia, tem um maior consome até 1 litro.

Imagina só, 500ml x 365 dá quase 200L de matéria orgânica por ano que ao invés de lotar os lixões irão ajudar canteiros a florecer.

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

A mais incrível reforma

Outro dia vi uma atualização do O Guia Verde, falando do concurso "A mais incrível reforma".

É uma iniciativa do Coolméia, idéias em cooperação e tenta estimular a reutilização ou aumento da vida útil de alguma coisa.

Gostei da iniciativa e inscrevi a transformação do antigo armário 6 portas em prateleiras e baú.

E ai, alguém se anima de participar? É só seguir o link ali em cima.

domingo, 12 de julho de 2009

Pé de cachimbo

Hoje é domingo, ou foi, já que a parte útil do dia já terminou, agora é hora de parar com o útil e começar as obrigações e estudar um pouco.

Dando um tempo extra de vida para o domingo resolvi blogar alguma coisa. Até que teve eventos o suficientes para justificar um post. Me preparando para a chegada de uns familiares aqui fui testar uma das possíveis atrações de Natal, o Parque das Dunas. Tem até site, mas as informações são sofríveis, não acharia o lugar sem o google e dicas dos amigos.

Fomos até a entrada do Parque das Dunas, o Bosque dos Namorados. Uma área verde muito simpática, R$1 para entrar. Bem organizado, muitas árvores identificadas, parquinhos e áreas para cooper.

Muita criança, achei divertido que tem mais parquinhos que áreas para exercícios.

Caminhamos um tanto e nos informamos sobre as trilhas dentro do parque, são 3 (pequena, média e grande). A pequena parece adequada para fazer com crianças, mas não dá pra ver o mar. Quem sabe largamos o Biel com meu pai e vamos nas trilhas maiores em algum momento.

Estava perto da hora do almoço e experimentamos o restaurante do Bosque dos Namorados. Foi horrível, música ruim estragando o ambiente, demorou assustadoramente e a comida além de ruim veio fria. É uma pena ver tanto potencial desperdiçado, o restaurante tem tudo para se tornar uma referência nos finais de semana, mas tem que melhorar muito.

Voltamos pra casa e eu juro que tentei estudar, mas foi em vão. Algum desgraçado (ou vários) estavam com o som em volume insano aqui por perto. Algum axé que parecia ter 5 notas e um verso repetido incessantemente por 20 ou 30 min que pareceram uma eternidade, deve ter mudado de música no meio da tortura, mas não dava pra perceber.

Aproveitamos no fim da tarde para fugir disso e ir ao cineclube Natal assistir um dos meus filmes favoritos, "O jovem Frankenstein" do Mel Brooks.

 


Depois da sessão tem sempre uma conversa com o pessoal do cineclube, tem um que sempre leva umas informações extras sobre os filmes. Por exemplo, eu não sabia, mas o Mel Brooks conseguiu parte dos cenários e adereços do "Frankenstein" original.

Quando a conversa começou a tentar encontrar motivações, sinais e explicações para cada piada decidimos que era hora de sair. Ia ter um sorteio do "Fuga de Alcatraz", mas deixamos isso pra lá e voltamos pra casa. Felizmente o axé já se foi e agora é hora de começar a estudar com o som das crianças na piscina do condomínio ao fundo.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mais Fauna

Quando saíamos tranquilamente do trabalho na UFRN olha o que quase nos atropelou.



Tirei uma foto dele inteiro também. Ficamos impressionados com a cor dele, tão verde que parece invenção.

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sábado, 4 de julho de 2009

Missão Cumprida

Ensaiei escrever várias coisas essa semana que passou, mas tem coisa que ainda não encontrei o tom certo para relatar. Tentei falar do ódio que tenho sentido aqui em Natal. Tentei escrever sobre algumas coisas idiotas que aconteceram, mas nenhuma delas saiu das primeiras palavras.

Então, falando de coisas mais amenas, tive um bom sábado.

Natal tem sido uma comédia de erros, é difícil planejar as coisas e mais difícil ainda que elas aconteçam do jeito planejado. Isso piora exponencialmente quando dependemos de outras pessoas, veja o caso do fogão que ainda não se resolveu.

Mas essa semana que passou instalaram os armários da cozinha. Quando alugamos o apartamento eu pensei em comprar uns armários baratoscos para a cozinha, aquela mentalidade do "não é a minha casa pra valer então qualquer coisa serve".

Depois de muito conversarmos (eu e a Re) chegamos a conclusão que se vamos ficar sempre pensando assim, nunca vamos ter a casa que queremos. Compramos então uma solução mais próxima de uma cozinha como nós gostaríamos. Uma coisa modular que pode ser passada para uma nova (caso necessário).

Cozinha planejada demora horrores por aqui, a fábrica é no Rio Grande do Sul. Foram mais de 45 dias até a montagem, mas finalmente está instalada. Dai foi uma nova função pra desencaixotar o final da mudança, lavar tudo que pegou poeira no caminho e arrumar lugar pros utensílios.

Esse sábado marcou (acho) o fim da mudança. As últimas caixas foram pro lixo, todas as coisas que vieram de São Paulo estão no seu lugar. Mudança terminada, hora de ajeitar outras coisas.

Como falei antes, dormi mal de quinta pra sexta. Mas tive uma das minhas melhores noites de sono em muito tempo de sexta pra sábado. Dormi mais de 9 horas, com direito a muitos sonhos.

Acordamos e o dia estava cheio de planos:

Comprar um transformador, coisas para o banheiro, plantas, mel de caju, filmes. Cada uma dessas coisas em um canto da cidade.

O transformador era fácil, tem uma loja de material para construção aqui perto, o problema era decidir para onde depois. Como muita loja fecha ao meio dia no sábado tínhamos que escolher: plantas (pros lados de Ponta Negra) ou filmes (no centrão).

Liguei para a loja de filmes pra confirmar e caso resolvido, ficavam abertos até as 15h.

Compramos o transformador e depois as plantinhas. Manjericão, hortelã, umas sementes de salsa e uma jibóia.

De volta pra casa pra deixar as coisas e já sair de novo para a 7a Arte, o acervo é impressionante, depois de muito fuçar saímos com uma bela mistura de filmes. Nove Rainhas, Dr. Jivago, Laranja Mecânica, Irmãos Marx, Buster Keaton, Wall-E e Ultraseven. Também comprei o Sacco & Vanzzeti (um presente pro meu pai).

De lá, bora pro Centro de Turismo, almoço com bolinho de macaxeira e comprar o mel de caju. É um melado feito do bagaço do caju, eu queria pra usar no lugar do melado de milho num teste culinário (escrevo depois).

A caminho de casa, parada no MidWay Mall para comprar as coisas pra banheiro, umas comidinhas pra janta e tomar um café com bolo. BÔNUS: Não tem muita cerveja boa a venda nos supermercados, às vezes uma Eisenbah ou Devassa, o problema é o preço, R$5-6 uma long neck. Devassa escura (a única que gostei deles) estava em promoção, R$2,99, fiz um estoque.

Finalmente em casa eu fui tocar a experiência culinária e a Re fez a jardinagem das plantas. Depois da-lhe faxinar a casa toda pra tentar tirar todo o pó da instalação dos armários.

Cansadinhos decidimos jantar fora e deixar as comidinhas para o domingo. Com a chuva e tudo o mais o tempo está mais fresquinho, íamos comer um caldinho. BÔNUS 2: um restaurante que achamos que tinha falido, estava só fechado temporariamente, deixamos o caldinho para outro dia e fomos encarar o tailandês Sala thai.

A comida é ótima e algum dia faço um post só pra ele que esse já está meio longo. Mas só pra narrar que foi um bom dia e no meio de dias ruins um bom dia é algo pra se comemorar.

Finalizando, a casa tá pronta, agora faltam as visitas. Abraços.

terça-feira, 9 de junho de 2009

4Rs Final

Para montar o chão do armário-baú (baurmário?) tive que serrar umas placas de compensado que eram o fundo do guarda-roupa. Foi meio chato pois além de deixar do tamanho certo ainda tive que serrar os espaços para caberem os pés. Foram duas placas pra cobrir tudo, mas acho que ficou bom, bem melhor que meu plano inicial de usar umas placas menores e encher de remendo.



Com a ajuda da Rê coloquei em pé e instalamos as portas. Legal que deu pra aproveitar as dobradiças e ficou direitinho. Infelizmente nessa hora percebi que a porta é um pouco menor que o armário, então precisei dar um jeitinho pra fazer um acabamento meia boca.



Aqui como ficou o resultado final do final de semana reciclando o guarda roupa. Infelizmente foi o que deu pra aproveitar dele. De guarda roupa 6 portas virou 3 prateleiras e um baurmário.


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segunda-feira, 8 de junho de 2009

4Rs parte 3

Com as prateleiras eu gastei aproximadamente R$100 nos trilhos, encaixes e parafusos pra parede. Uma coisa legal do segundo projeto foi que quase todo o material usado era refugo do guarda roupa.

A idéia foi pegar algumas partes que já encaixavam e montar um tipo de baú, um módulo menor do guarda roupa na horizontal.



As prateleiras do guarda roupa viraram as laterais e uma divisória do baú. As laterais do guarda roupa foram usadas como a frente e a traseira.

O primeiro problema encontrado, as prateleiras já tinham furos apropriados para um parafuso razoavelmente grande, quase do tamanho do meu mindinho, mas os furos na laterais nem sempre batiam. Tive que fazer esse furos na mão. Como os parafusos não eram de ponta comecei com um parafuso de ponta médio e depois alarguei com uma chave philips e uma chave de fenda. Naquele momento como eu queria ter uma broca de madeira pra usar com a furadeira.



A estrutura geral ficou assim:



Ai comecei a parafusar os pés do armário, depois tive que soltar novamente para colocar o fundo do baú.

domingo, 7 de junho de 2009

4Rs parte 2

Foi ai que eu meio que lembrei, meio que pensei num jeito de resolver esse problema de colocar o encaixe da prateleira na distância certa. Coloquei o encaixe no trilho e parafusei as tábuas direto lá.



Esse método gera um certo problema para mudar a distância entre as prateleiras, tive que soltar e parafusar novamente pra isso.

Aqui a Renata já colocando as coisas no lugar, eu ajudei também, aquelas National Geographics e os dragões fui eu que coloquei.



Abaixo o resultado final como está agora.



As prateleiras deram tão certo e afastaram de tal maneira o Regret que decidi tentar um projeto um pouco maior com outras partes do antigo guarda roupa.

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sábado, 6 de junho de 2009

4Rs parte 1

O uso racional dos materiais foca em 3Rs, Recycle, Reuse, Reduce. Por causa de uma cagada do pessoal que fez nossa mudança para Natal acabamos com o nosso guarda roupa inutilizado. Foi um guarda roupa baratosco das Casas Bahia, mas terminamos com aquele monte de placas de MDF, compensados e um saco de parafusos.

Decidimos aproveitar a deixa pra arrumar um guarda roupa mais adequado ao nosso uso, mas o que fazer com aquele "lixo"?

A Renata que deu a idéia, por que não tentar usar pra alguma coisa? A idéia foi usar parte do MDF para montar umas prateleiras na sala.

Depois de avaliar o que fazer quase introduzi o 4o 'R' na Reciclagem, o Regret, trabalho razoável pela frente e de resultado incerto. Optamos pelas portas pois estavam mais em ordem, mas ainda assim cheias de furos.

Passamos em uma loja de construção para comprar o que faltava para montar as prateleiras. Como seriam 3 prateleiras optei por usar um esquema de trilho na parede, fica mais fácil alinhar.

Não tinha trilho de tamanho adequado, então compre um de 2m e serrei em 3.



Ai foi partir para minha "bancada de trabalho" fixar os encaixes na primeira prateleira (grande erro).



Parafusei os encaixes usando parte dos parafusos de ponta do próprio guarda roupa, quando fui colocar o trilho, não entrou direito. Deu uma diferença mínima entre o que tava na tábua e o que ficou na parede.



Olha o quarto R mostrando as caras, vamos ver como a coisa fica.

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domingo, 17 de maio de 2009

Seja Burro



As vezes o difícil é arrumar o substituto correto, para algumas coisas é fácil encontrar, levar uma sacola de pano ou ir de mochila até o supermercado é tranquilo, mas e o lixo em casa?

Hoje fui ao supermercado e encontrei isso:



Fiquei por alguns momentos pensando no que fazer. É mais caro que os sacos plásticos mais baratos, mas não é tão mais caro que algumas outras marcas. Bem, quem sabe se a gente começar a usar as coisas barateiam. Comprei. Minha idéia é ter uma lixeira maior pra esses sacos e ir recolhendo o lixo das outras lixeiras, assim não joga saco fora com pouca coisa e não deve demorar tanto pra encher. vamos ver se dá.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

sHave the whales!

Na onda de salvem o planeta alguns acabam exagerando. Vejam o exemplo da Peg & Faça que vende estantes de plástico feitas com madeira de reflorestamento.



Sacanagens a parte, eles tem estantes madeirosas (MDF) de madeira de reflorestamento também.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A ameaça dos baobás

Conhecendo Natal além das praias.

A Renata foi atrás de algumas coisas diferentes pra conhecermos e olha só. Natal tem um baobá.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Flora

Com o calor que faz aqui se eu plantaria umas árvores onde tivesse espaço. Não sei também quanto elas cresceriam dado o solo, mas tem um bom número de casas com árvores grandes no quintal. Entretanto a maioria parece preferir azulejos escorregadios que árvores nas calçadas.

Curioso que aqui perto da pousada me deparo com uma praça feia.

 


Fui checar a plaquinha e olha só.

 


Será que é ecológica pois deixam pra lembrar como seria a região se não estivesse cheia de casas e hotéis?

Mais um exemplo da fauna local ai embaixo, o seu nome é Massinho (ou pelo menos foi isso que eu entendi). Ele me viu tirando foto da praça, se aproximou e pediu que eu tirasse uma foto dele.

 
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