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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Frohsinn

Continuando com a viagem relâmpago até Blumenau, segue o nosso objetivo, comida.

Fomos ao Frohsinn, um restaurante famoso e com uma vista fantástica da cidade.






O couvert era superfaturado, uns pãezinhos com pastinhas, nada especial por R$7/cabeça.



O chopp não filtrado da Das Bier, choperia da região era muito bom.



A comida era boa mas devo dizer que a Cantina Alemã em Campinas continua imbatível no primeiro lugar.

O Frohsinn tem um segundo lugar com o Dier Meister Stub, ganha pela vista, mas perde pelo preço.



A vista de dentro do restaurante é mais impressionante e o local é super agradável. Quando a vontade de comida alemã bater é uma saída melhor do que pegar um avião pra Campinas. Vale muito como conjunto da obra, local e comida, mas é carinho. Quem conhece sabe que eu e a Re somos comedidos e ainda assim saiu R$50 por cabeça comendo bem, nem coube a sobremesa. Em uma próxima visita sai o couvert e entra um apfelstrudel.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Gato no barril

Experiências valem mais que presentes. Não encontro o artigo científico que usou escalas de satisfação para avaliar se pessoas ficavam mais felizes gastando dinheiro em experiências (restaurantes, passeios, cinema) ou presentes materiais (bolsas, roupas celulares). Mas depos de um estranhamento com a conclusão devo dizer que concordo.

Parte desse resultado se deve ao fato que bens materiais geram um pico de satisfação quando adquiridos, mas depois a satisfação só diminui. Quantas vezes você não ficou feliz com um celular (ou outro aparelho eletrônico) novo, só para imediatamente se questionar se não fez um negócio ruim, quem sabe outro modelo, ou encontrou outro mais barato?

Por outro lado experiências não geram essa insatisfação. Dificilmente um restaurante vai gerar esse mesmo nível de insatisfação. Mesmo restaurantes ruins, feios, ou com algum problema podem gerar boas histórias para contar. O chantili congelado da La Risotteria Alessandro Segato, que eles chamavam de panacota (referência ao panaca que paga por aquilo), que não me deixa mentir.

Tudo isso para falar de uma fuga sugerida pela esposa e realizada no último sábado. Num ímpeto de não saber onde almoçar veio a idéia:

Ela: "Vamos comer comida alemã?"

Eu que adoro comida alemã: "Onde?"

Ela: "Tem um restaurante em Blumenau..."


Viagem rápida até Blumenau no dia do trabalho em busca de joelho de porco. A comida e mais sobre a viagem, comento depois, primeiro fica aqui o registro do gato que estava no Museu da Cerveja.

A mulher que estava cuidando do local cutucou o coitado pra ele olhar pra foto.





PS: Para quem não sabe, esse gato é idêntico à Tsu, a gata que compete com o Gabriel pelo comando da Dona Joana (minha mãe).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mais umas imagens

Algumas fotos a mais que estavam aqui na câmera.

Chegada em Minas.

Visão da matriz de Montes Claros na madrugada.

Boteco simpático em Montes Claros que dentro tinha fotos dos diversos políticos que passaram por ali tomando cafezinho durante as campanhas.

Tinha uma foto do Lula menos marketado, outra do Ciro Gomes e uma do Aécio.

Um caminho estreito de tempo bom, entre duas massas de chuva braba na estrada. Infelizmente a estrada seguia pra dentro da chuva.

Bolinho de bacalhau no posto 53 da Castelo Branco no retorno pra São Paulo.

Avenida Paulista.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Road Trip 5 - De Natal para o Natal

O fim de tarde e noite em Montes Claros foi mais divertido do que eu esperava. Saímos pra andar um pouco pelo centro da cidade, mais por obrigação do que por vontade.

Da janela do quarto dava pra ver uma igreja, fomos até lá e vimos que ia ter uma apresentação de seresteiros na praça. Como só ia começar às 18:30 deixamos pra voltar depois. Pegamos pipoca numa carrocinha da praça e continuamos caminhando.



Muita loja com roupa estranha, bombonieres e armarinhos. Encontramos então mais uma praça, onde estava se armando uma feirinha com comidinhas e artesanato.




Jantamos na feirinha, um prato feito de arroz com pequi, feijão tropeiro, farofa de carne e vinagrete e um prato de carne de sol com mandioca.





Depois voltamos pra apresentação, vimos um coral e um grupo de seresteiros. Muita música natalina, ficamos cansados logo e voltamos pro hotel descansar.




O trecho Montes Claros, Uberlândia é o mais longo da viagem, então decidimos sair bem cedo. Acordamos às 6, café e rua. Apesar de ser o mais longo não tinha nada de novo, sem fotos dessa vez. Acho que estamos cansados de viajar.

O ponto alto da viagem foi chegar perto de Patos de Minas, onde fica o "Cinturão da Pamonha". A Re sabia de um lugar que tinha uma pamonha famosa, mas a quantidade de cartazes para pamonharias, "casa da pamonha" era enorme.

Como o tanque estava pela metade decidimos abastecer e pedir informações.

Eu: Oi, por acaso você sabe de um lugar por perto que tem uma pamonha famosa...

Frentista 1: O Aguinaldo da Pamonha.

Eu: Esse. Como chega lá.

Frentista 1: Seguindo na estrada tem um trevo feio, faz o retorno pra pegar pra esquerda.

Frentista 2: Ele tá indo no Aguinaldo da Pamonha?

Frentista 1: É.

Frentista 2: O trevo tá sendo construído, tem que fazer o retorno mais pra frente, viu.

Cara-que-tava-enchendo-o-tanque: Prá ir pro Aguinaldo não tem erro, não, faz o retorno quase no outro posto, é uns 2km pra dentro da BR.

Frentista 2: O trevo é bem feio. Mas até a copa que vem eles acabam.


Com tanta propaganda eu tinha que checar e devo dizer que a pamonha do Aguinaldo é boa mesmo. Comemos uma doce e uma salgada (com linguiça e queijo). Eu compartilhava a opinião da mãe da Renata, que pamonha salgada é desperdício de boa pamonha, mas no Aguinaldo eles tem a opção da pamonha frita. Pamonha salgada frita é fenomenal. Deu vontade de agendar uma volta por Patos de Minas. Como não dá, compramos uma porção de pamonha para comer com a família, infelizmente a porção virou porcinha, tá com muito mais gente do que pamonha. Ainda bem que Natal é tempo de compartilhar.

O resto do caminho não teve erro e logo chegamos em Uberlândia e na casa alugada para toda a tropa.

Terminamos a primeira e mais longa etapa da nossa viagem, saíndo de Natal para passar o Natal com a família.

Não sei se passo por aqui antes, mas para todos fica o meu Feliz Natal.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Road Trip 4 - De volta ao Sudeste

A noite em vitória da Conquista guardava ainda uma surpresa, frio. Não sentia frio desde Florianópolis e francamente não esperava por isso na Bahia.

Batemos uma foto depois do jantar, olha a gente passando frio com Vitória da Conquista ao fundo.


Saímos quase 8 da manhã em direção à Montes Claros. Novamente fiquei chocado com a quantidade de gente na beira da estrada pedindo esmola. A cada tantos quilômetros aparecia um povoado e por perto muita gente na beira da estrada. Isso seguiu até sairmos da BR-116.

Entramos em Minas Gerais e pouco depois trocamos de estrada para a BR-251. Não tinha mais gente pedindo dinheiro na beira da rodovia, na verdade não tinha gente e por um longo trecho do caminho, mal tinham carros ou caminhões. Os poucos que apareciam a gente conseguia ultrapassar logo e seguir quase sem precisar reduzir a marcha.

O cenário era composto somente de eucalípto, pinheiros e cerrado. Ainda bem que estávamos com o tanque cheio antes de sair de Vitória da Conquista, foram pouquíssimos postos de gasolina até Montes Claros.



Almoçamos no primeiro posto que apareceu, um quilo bem decente, infelizmente não faço idéia de onde fica. Em algum lugar da BR-251.

Um tempo depois apareceu um par de ciclistas na pista, em certo ponto o acostamento virou um caco e um deles foi rodando na nossa frente. Era um trecho de descida sinuoso e não ousamos ultrapassar o ciclista. De qualquer forma fiquei impressionado, segundo o nosso velocímetro o cara tava fazendo mais de 60km/h.



A chegada em Montes Claros teve duas surpresas chatas. Uma que o google maps tem a mão errada de várias ruas, foi triste chegar no hotel. A segunda, que o hotel fica no centrão da cidade e o estacionamento deles é separado do hotel. Estava um tanto estressado de largar o carro semi carregado na mão de manobrista, mas já resolvemos isso com o pessoal do hotel, descarregamos o que deu do carro e depois vou com eles levar o carro para lá.


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Road Trip 3

Terceiro dia, finalmente uma noite bem dormida. O café da manhã no Hotel Acalanto em Feira de Santana era muito bom, tão bom que comi demais e tive problemas mais tarde.

Saímos cedo, o caminho até Vitória da Conquista é o mais curto da viagem e nossa próxima parada tem piscina e lugar para descansar.

EDIT: Saindo de Feira de Santana, olha só o trânsito, felizmente no sentido contrário, mas tinha caminhão a dar com pau pelo nosso caminho também.



EDIT: O cenário ficou mais agreste, normal, já que estamos a caminho do interior da Bahia. Ainda assim é mais verdinho do que eu esperava.



A paisagem foi a mais bonita até agora, não sei o que são os morros/montes/colinas ao fundo, mas eram lindos, as fotos não fazem jus.









Tirei tanta foto nesse trecho que tive até que ligar o notebook e limpar o cartão de memória. Infelizmente o caminho piorou depois disso. Entre São Estevão e Milagres da Mata apareceram umas cabanas improvisadas na beira da estrada. Primeiro não entendemos o que era, mas logo apareceram pessoas estendendo a mão. Parecia filme apocalíptico com as pessoas se esticando pros carros. Triste demais.

Alguns km depois o excesso de café da manhã começou a fazer efeito. Precisei ir ao banheiro e não era pra fazer xixi. Bateu o medo. Se o posto de gasolina tá caindo aos pedaços, imagina só o
banheiro dele.

Numa cidade maior (achei que era Jequié, mas ainda faltava uns 40km) encontramos uma parada mais ajeitada, apesar disso, ainda bem que temos papel higiênico no carro.

Passado o sufoco seguimos direto. Como era o trecho menor, deixamos para almoçar em Vitória da Conquista.

O Hotel é ótimo, mas tava com uma confraternização barulhenta acontecendo. Tinha um cara tocando violão, quando chegamos era MPB e rock brasileiro, de repente, começou uns pagodes, axés e Banda Grafitte. Terminamos de comer e voltamos pro quarto.

Aproveitei que aqui é mais arborizado e fui checar as minhocas. Estão todas bem, joguei umas folhas secas pra elas. Tá com mosquinha ainda, espero que ao mexer melhore um pouco a aeração.

Estamos a caminho e hoje é dia pra descansar.


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Road Trip 2 - Do Luxo ao Lixo

A noite foi ultra-mal dormida. Eu já não tinha curtido o recepcionista do hotel criando caso com a minha hora de chegada, o colchão mole e o wireless meia-boca não ajudaram, mas o ar-condicionado com motor de caminhão foi de chorar. Se eu desligava não dormia por causa do calor, se ligava não dormia por causa do barulho.

Levantamos 6:10 sem despertador.

O café era bom, só tava lotado com os candidatos de um concurso para algum cargo do judiciário. Na hora de carregar o carro uma péssima surpresa, drosófilas por todos os lados. A Re começou dirigindo e eu tentei matar o que deu para não atrapalhar a viagem.

A saída de Maceió foi meio chata, demoramos pra achar sinalização e o frentista dum posto mandou a gente pro lado errado, mas percebemos a tempo e fomos para o lado certo.


BR-101 até Aracaju.

Sei que é uma impressão superficial de quem só passou um dia viajando por uma estrada principal através do Estado, mas se fosse para descrever Alagoas:

"Tirando Maceió, Alagoas é cana e miséria" - o resto do caminho é todo plantação de cana mesmo, pontuado por alguma usina de cana e marcado de casas precárias.



Atravessamos o Rio São Francisco e entramos em Sergipe. Enquanto minha noção de AL era baseada em ter sido governada pelo Collor, eu não tinha idéia do que ia encontrar em Sergipe. Para mim SE era aquele triangulinho onde a Bahia encontra o resto do nordeste.

Se AL é cana e Miséria, SE é gado e solidão. Enormes pastos, um pouco de mato e a cada tantos quilômetros uma casa.


Isso só muda em Aracaju. Fomos até a praia para almoçar, como estava cedo (11h) a escolha foi pelo que estava aberto. Peixe frito na telha com arroz e pirão em um quiosque grandão na praia. O que me impressionou na praia foi como a faixa de areia é longa e a avenida fica bem longe do mar, muito legal. Espero que mantenham assim.

Na saída de Aracaju passamos em um supermercado e eu comprei alguns sacos de algodão (aqueles que dá pra usar de pano de chão) e fizemos uma "capa" para o minhocário usando fita adesiva, quem sabe pelo menos mantém as moscas presas.

Seguimos de Aracaju até Feira de Santana. A estrada é muito mal sinalizada e quase perdemos nossa saída. Os departamentos responsáveis pelas placas deviam adotar o lema:

Osta, osta, osta, sinalização é o nosso forte.


Na Bahia tivemos que entrar no acostamento duas vezes para evitar acidentes com veículos vindo na contra-mão (um caminhão e um carro). As estradas estão melhores, mas o tráfego é mais intenso.

Tirando isso foi bem tranquilo e estamos ficando melhores em ultrapassagens ousadas e chegamos em Feira de Santana ainda com sol.


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EDIT: Esqueci de comentar, o hotel em Feira de Santana é muito melhor, Acalanto. Ar condicionado Spliter, wireless descente, vamos ver o café da manhã.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Road Trip 1 - Extreme Turismo

Começamos a nossa grande migração. Rumo ao sul em busca de climas mais amenos e trabalhos com estabilidade. Depois de encerrar prematuramente a temporada em Natal, encaixotamos a mudança e hoje às 8 da manhã partimos de Natal.

Nossa última refeição em Natal foram os restos mortais da pizza de ontem requentados no forninho elétrico da pousada. Jantamos na Trattoria del Pescatore para comer pela última vez a pizza do Mauro. Recebemos a notícia que ele também está de partida, a vida de pizzaiolo em Natal não decolou e, assim como nós, Mauro está se preparando para novas empreitadas.

Desde que a mudança foi despachada estávamos na Pousada Avarandas de Ponta Negra, onde fiquei hospedado logo que cheguei em Natal. Carregamos o carro, Wii, Carmen, malas, alguns eletrodomésticos, minhocas. Um probleminha que tive com as minhocas logo se tornou um pequeno estorvo no carro. Uma coisa é ter drosófilas na varanda, outra é dentro do corsa. Matamos muita mosquinha a viagem toda, mas não para de aparecer mais, espero que diminua com o passar dos dias.

Eu comecei guiando e revezamos pela primeira vez em Bayeux. Seguimos até Recife e a primeira parada pra valer foi na Livraria Cultura. Comprei presente de Natal para o meu vô e para a Renata.

Depois, uma parada rápida na Casa dos Frios para comprar um tradicional bolo de rolo pro Natal.

Por fim, almoço no Sushi Yoshi, temaki de agulhão, um sashimi/sushi teishoku, fazia tanto tempo que eu não comia missoshiru e gohan, fiquei emocionado. Café pra dar uma acordada e lá vamos nós.

Decidimos seguir a recomendação do Guia 4 rodas e ir pela PE-60/AL-101 até Maceió. Pedi informação num posto e foi engraçado, o cara explicou direitinho, mas eram uns 5-10km entre cada ponto de referência que ele me passou, eu estava crente que estava perdido, ai aparecia o posto BR grandão, ou a concessionária da Volvo.

A PE-60 é pista simples, mas está bem asfaltada, tem pouco caminhão e em alguns trechos dá pra ver o mar. Deve ser legal se tivéssemos mais tempo para encostar nas praias, ao invés de só passar correndo. A paisagem é basicamente só cana. Me parece até um roubo ver tanta cana plantada e o litro do álcool no posto estar 1,90.

O cheiro é outra coisa a parte, uma mistura de melado e azedo das usinas/engenhos, quem conhece sabe do que estou falando. Além da fumaça das queimadas.

Alguns trechos tem reflorestamento e fazem pensar, se em poucos anos a terra batida vira uma pequena floresta, imagina só o que daria pra fazer. É só pisar no freio que o planeta dá um jeito de se virar. Ou quando terminarmos nosso suicídio coletivo, em poucos anos não sobra traço que estivemos aqui.

O choque foi entrar em Alagoas. Depois do Collor e dos Malta, fiquei com a impressão que AL era terra de ninguém, comandada com punho de ferro por mafiosos malvados. Pois bem, acho que é assim mesmo. Quando a PE-60 vira AL-101 tudo piora. As casas e cidades pelo caminho passam de turísticas para miseráveis, a sinalização some e o asfalto piora. Isso vai assim até Maceió.

No caminho liguei para o hotel para avisar que íamos atrasar:

Oi temos uma reserva em nome de Renata para hoje ás 18, queria avisar que vamos atrasar um pouco.

A reserva é até as 18.

Eu sei, por isso estou ligando para avisar que vamos atrasar, mas que nos chegamos ainda hoje.

A reserva é até as 18, depois disso eu tenho que liberar o quarto.

Demorou pra convencer o cara que eu ficar 24h ou 2h não fazia a menor diferença e eu ia pagar igual. Está com um concurso em Maceió e muitos hoteis estão lotados.

Maceió lembrou muito Recife, cara de cidade grande com praia. Fomos direto pro hotel Blue Mar, o estacionamento é aberto na calçada, o que me preocupa um pouco. As coisas mais importantes trouxemos pro quarto.

Saímos para jantar a pé. Caminhamos pela beira da praia e jantamos em uma barraca curiosa. Os sucos diferentes até que já vi em outros lugares, mas os sanduíches de filé ao vinho com ervas finas, queijo e mostarda; ou chutney de manga, ricota e berinjela, chamaram a atenção.

Tomamos dois sucos (maçã, abacaxi e gengibre; laranja, maracujá e gengibre) e comemos o sanduíche de filé. De volta pra pousada, escrevendo o diário de viagem e preparando para dormir. Amanhã acordamos às 6 para começar o dia 2.

Montei um mapa com os pontos principais e vou atualizando durante a viagem. Mais pra frente vou escrever com algumas fotos da viagem.


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Sobre o título, o Extreme Turismo é que fizemos 4 Estados em um dia, RN->PB->PE->AL amanhã é AL->SE->BA. Desejem-nos sorte.

EDIT: Esqueci de comentar que chegamos no Hotel em Maceió às 19h, tirando às 2h de parada para compras, almoço e ficar perdido em Recife, foram 9 horas no volante divididas entre nós dois.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sem Tetos Novamente

Ontem a tarde despachamos nossa mudança. Vai ficar armazenada por aqui em Natal até que a gente arrume um endereço em Santa Catarina.



A primeira vez que fiquei sem teto foi em Porto Alegre. Fui para lá começar o mestrado em 2002 e morei por uns dois meses em pousadas e no sofá da sala na casa do "filho do amigo do meu pai", o Diogo, que em pouco tempo se tornou um dos meus melhores amigos (ainda é).

Depois da pós em Porto Alegre retornei pra casa da minha mãe, então não teve período de sem-teto.



A vinda pra Natal também teve um curto período de morar em pousadas, mas dessa vez a esposa que resolveu meus problemas e arrumou um apê pra gente.

Agora estamos rumando para Santa Catarina com um emprego permanente em vista, dá uma sensação de "definitivo". Mas do fundo do meu coração espero que seja a última mudança de longa distância que eu faça na vida.

Até que pra alguém que não gosta de viajar que fui bastante nômade, hora de fincar raízes e Santa Catarina parece um bom lugar pra isso.

Restaurante de responsa

Tem restaurantes nessa vida que admiramos por motivos diversos.

Gosto de restaurantes japoneses que colocam wasabi no sushi.

Gosto de lugares que não colocam pimenta como se pedissem desculpa.

Gosto de cafés onde os frequentadores parecem que trabalham em algum momento do dia.

Passamos em frente de um restaurante em pipa e admirei pela coragem.



Não comemos e pretendo nunca comer lá, mas tenho que admirar algum lugar que coloque como primeira opção do cardápio pintado na parede : Fígado acebolado.

Tem que ter muito culhão.

domingo, 8 de novembro de 2009

Conhecer o Nordeste

Com um pouco de tempo disponível decidimos passear. Destino: Recife.

Pegamos o carro e lá fomos nós. São pouco menos do que 300km pela BR-101. Levamos quase 5 horas pra ir. Boa parte dela é pista simples e em estado precário. A quantidade de remendos e a pista deformada faz o carro chacoalhar muito, parece viagem de lancha.

A quantidade de caminhões também desanima, cada caminhão pelo caminho estica a viagem. Os buracos atrapalham um tanto a tentar ultrapassagens, mas tem gente que vai assim mesmo. O mais impressionante é que se o cara resolve ultrapassar e te vê vindo em rota de colisão, ele não diminui e retorna, ao invés disso ele dá luz alta e buzina. Some isso a falta de acostamentos por causa das obras e dá pra ter idéia do estresse.

A boa notícia é que o trecho está sendo duplicado e em alguns pedaços dá pra experimentar como vai ficar. Quando ficar pronta, viajar de Natal para Recife será muito mais tranquilo. E devo dizer que o Progresso voa nas estradas do Nordeste, olha uma foto dele ai.



Quando esse ônibus entrou na minha frente eu xinguei por antecipação, afinal achei que ia ficar empacado por horas. Mas devo dizer que foi até difícil acompanhar o Progresso.

A única vez que eu cheguei mais perto foi porque tinha um carro (É carro) atrapalhando o Progresso. Por sinal, Celta deve ser uma merda de carro, toda vez que tinha carro embaçando era Celta.



No final, só consegui ultrapassar o Progresso quando parou para pegar passageiros, mas ele deve ter mudado de caminho depois disso, pois não o vi mais o resto da viagem.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Vá e me conte

 


Passeando pela internet agora de manhã vi no Guia Verde que a 31ª Sakura Matsuri, ou Festa das Cerejeiras. vai ser neste Domingo, 02 de agosto, a partir das 10h, no Parque do Carmo.

Fui ano passado, quando tire a foto lá em cima, mas parece que foi em outra vida. Parece também que foi a vida toda e me dói o coração de saudades de São Paulo. Ela é feia, suja, poluída, mas ao mesmo tempo é linda e tem incontáveis coisas que me deixam saudosista.

Este ano as cerejeiras devem estar exuberantes, pois o frio ajuda na florada. Quem puder vai lá, tira uma foto e manda pra mim. Eu coloco aqui pra quem não foi matar a (ou morrer de) vontade.


Parque do Carmo, Avenida Afonso de Sampaio e Souza, 951, Itaquera. Metrô: Corinthians-Itaquera. A entrada é franca. Informações: (11) 2748-0010.

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não tem trânsito o C*$%#@&

A Renata costuma reclamar quando alguém fala que vamos gostar de Natal porque o trânsito é melhor que São Paulo. Qual é o ponto? Se seu lugar de origem for uma droga você vai gostar daqui?

De qualquer forma algumas diferenças regionais vão surgindo. As pessoas levam muito a sério dia dos namorados por aqui. Na semana anterior já estavam falando de planos para o tão sonhado dia. Quando comentamos que nunca demos bola para essa data, nos olharam como se fossemos aliens.

Pois bem, por acaso na véspera do dia dos namorados precisávamos comprar um fio pra fazer um varal aqui. Coisa das nossas arrumações. O único lugar que eu conheço que fica aberto depois das 18h pra essas coisas fica num shopping.

Inocentemente fomos lá comprar 1m de fio e devo dizer, "NÃO TEM TRÂNSITO O CA&*%$#$%!"

Nunca peguei congestionamento tão ruim pra chegar, entrar e sair de um shopping. Que raiva que deu.

 
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

O que os olhos não veem...

Meu primo Julhinho mora em Florianópolis. Um certo tempo atrás fui visitá-lo e fiquei impressionado como a ocupação ilegal devorou as dunas em Florianópolis. Portanto fiquei bastante feliz quando soube que boa parte das dunas aqui em Natal são protegidas pelo exército. Muitas partes são para treino com perigo de vida para os desavisados.

Os ônibus que eu pego para a UFRN passam por boa parte da lateral do Parque das Dunas. E fico olhando a cerca e as árvores.



Outro dia fui deixar a roupa pra lavar num lugar aqui perto e peguei o ônibus lá no Parque das Dunas. Bem, o parque está protegido pelo exército, mas achei um tanto triste a quantidade de lixo na beirada da cerca.



Acho que não tem jeito, é só que de uma forma geral tinha achado as ruas em Natal mais limpas que das outras cidades por onde passei e eu estava criando uma espectativa diferente.

De qualquer forma, espero que a proteção as dunas se mantenha e o crescimento de Natal seja bem planejado para que essa cidade possa manter suas belezas naturais. Exemplos do que vai acontecer se não cuidar é o que não falta Brasil afora.

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sábado, 4 de abril de 2009

Daniel, Praia, Praia, Daniel

Completando hoje minha primeira semana em Natal, finalmente aproveitei que voltei mais cedo do trabalho e desci até a praia.

Descer pois da pousada onde estou até a praia de Ponta Negra é uma ladeira só, olha ai:



Voltando de um dia de faxina no trabalho e depois de almoçar num restaurante chinês onde o prato preferido do povo é o filé a parmegiana, achei que eu merecia aproveitar o fim de tarde e olhar o mar mais de perto.



Não é que esse troço é bonito?

Existe um equilíbrio climático delicado em Natal, às 8h o dia já está assustadoramente quente e o sol super ardido. Não dá vontade de sair de casa, ou se sair é bom correr de sombra em sombra. Isso tem me feito desanimar com a bicicleta como meio de transporte, parado eu já estou morrendo, imagina pedalando.

Mas lá pelas 4 o sol perde o embalo, o dia dá uma refrescada e se você aproveitar para passear sem se preocupar muito com o resto pode aproveitar uma tarde e uma brisa agradável.

É a relação de amoródio que o clima tem me feito sentir até agora.

Olha só que efeito bacana que estava o céu hoje a tarde?



EDITADO: Adicionei essa foto ai no final.