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domingo, 15 de agosto de 2010

Estréia


Hoje finalmente estreamos a churrasqueira.

Compramos sardinha e trilha em uma peixaria de Balneário Camboriú. Não gostei da peixaria, primeiro que o cara atendeu com muita má vontade quando pedi pouco peixe (era só pra mim e pra esposa). Depois, me entregaram o peixe sem limpar, só descobri em casa que o peixe ainda estava com entranhas e escama.

Depois que eu limpei os pobres, parecia que um urso que tinha caçado os peixes pra gente.

Mas o peixe ficou bem legal na brasa, só com sal e acompanhado de uma couve-flor ao pesto que a Renata providenciou.

Trilha é uma delícia, é um peixe rosado que, segundo consta, se alimenta de camarão, por isso fica dessa cor e inclusive tem gostinho de camarão (principalmente pele e rabo).

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Frohsinn

Continuando com a viagem relâmpago até Blumenau, segue o nosso objetivo, comida.

Fomos ao Frohsinn, um restaurante famoso e com uma vista fantástica da cidade.






O couvert era superfaturado, uns pãezinhos com pastinhas, nada especial por R$7/cabeça.



O chopp não filtrado da Das Bier, choperia da região era muito bom.



A comida era boa mas devo dizer que a Cantina Alemã em Campinas continua imbatível no primeiro lugar.

O Frohsinn tem um segundo lugar com o Dier Meister Stub, ganha pela vista, mas perde pelo preço.



A vista de dentro do restaurante é mais impressionante e o local é super agradável. Quando a vontade de comida alemã bater é uma saída melhor do que pegar um avião pra Campinas. Vale muito como conjunto da obra, local e comida, mas é carinho. Quem conhece sabe que eu e a Re somos comedidos e ainda assim saiu R$50 por cabeça comendo bem, nem coube a sobremesa. Em uma próxima visita sai o couvert e entra um apfelstrudel.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Parabéns para a Mi

Post atrasado uns dias. Não consegui colocar no dia porque estava na festa, depois foi falta da conjunção certa pra pegar as fotos do celular e ter acesso à internet disponível.

Devemos muito da nossa vinda para SC aos meus primos Júlio e Michele. Os dois ajudaram demais em todos os aspectos, até nos apossamos do quarto das filhas deles por um tempo.

Em comemoração teve esse domingo uma festa em família, segundo a Sophia (4 anos), sem graça, nem tinha balão. Mas não vi nenhum adulto reclamando, afinal acho que todo mundo ali trocava fácil os balões pelo almoço preparado pelo Júlio.



A Mi não podia ter nascido em dia mais adequado, Primeiro de Maio, Dia do Trabalho. Nunca vi tanta disposição junta. Nem no aniversário ela tem um descanso e olha ela lá ajudando a preparar o almoço.



Obra na mesa e o o grande Mestre Cuca Julinho tem que conter a horda faminta enquanto finaliza o prato.



Acho que no fundo a Sophia só acha sem graça por que ela não pode comer camarão. Mas festa de gente grande é assim, não tem salgadinho, nem palhaço, nem balão e a gente canta parabéns quando chega a paella chega na mesa e fica muito feliz de poder estar comemorando esses momentos especiais com quem a gente gosta.


Parabéns Mi, desculpa o atraso.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Bueno 2 - Fotos

Quando falei do Bueno eu fiquei devendo as fotos. Fui com a Renata uns dias atrás e aqui vai o resultado.

Acho que a coisa iria muito melhor se eu fosse mais cara de pau, podia pedir pra tirar uma foto do balcão, da equipe, da fachada. Mas como eu sou tímido, só tirei da nossa comida.

Tem um trio de entradas... é mais uma dupla já que pedi repeteco de porco cozido na entrada, o outro é kimchi (ou kimuti como eles escrevem no cardápio).


A outra foto mostra um domburi de lingua grelhada com molho da casa (levemente apimentado, vai alho e óleo de gergelim).

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bueno

Minha primeira impressão do Bueno é que era um lugar só para os iniciados. Eu estava passando batido pela porta fechada quando a Renata me puxou:

"É aqui Dan, 458."

Não vi o número de primeira, era uma porta preta fechada, abrimos e a primeira impressão se desfez. A dupla atendendo são bem simpáticos, uma japonesa boa de conversa e um gaijin que com certeza fala mais japonês do que eu.

Sentamos no balcão e nos explicam que a casa tem uma consumação mínima de R$20 homem, R$15 mulher. Olhando os preços do cardápio dá pra sacar que é fácil gastar isso. Acho que tanto a porta fechada, quanto a consumação é para evitar que alguém trate o local como buteco.

No balcão algumas travessas com as entradas, frango, sardinha, porco, maionese, soja, kimchi (que eles falam kimuti), aspargos com shimeji.

Pedimos uma porção de porco, kimchi e sardinha. O porco é fantástico, o kimchi é apimentado e cai bem com a cerveja, a sardinha tava excelente, mas eu sou suspeito pois adoro sardinha.

Para prato principal foi um TchankoNabe de porco e missô. Um cozido de porco, tofu e vegetais com um caldo temperado com missô. Comida de sumotori (lutador de sumô), nutritiva e gostosa.

Saímos felizes de lá e com vontade de ter comido mais.

Hoje resolvi ir ao Bueno novamente. Infelizmente a Renata está em Bauru, então não pode ir. Chamei a minha mãe e alguns tios aqui de São Paulo. Decidido a fazer um post aqui no blog levei até a câmera pra registrar o momento.

Lá chegando já pedi uma entradinha de porco, aspargos com shimeji e soja. Espero que a casca da soja não faça mal, pois eu já tinha comido algumas quando trouxeram uma cumbuca.

"É pra por as cascas aqui."

É soja verde acho que só cozida com água e sal, descasca e come. Gostoso e lúdico.

Meu tio Paulo comentou que a mãe dele fazia o mesmo tempero do porco.

"Comida com sabor de infância."

Quando chegou todo mundo fomos para os pratos principais. Minha mãe e tia escolheram o tchanko nabe de porco e missô também. Pedimos um picanhadon (tijela com arroz coberto de picanha grelhada) sugestão de comer com shoyu e wasabi. Muito bom, não imaginava que wasabi combinasse tão bem com carne grelhada, anotamos para o próximo churrasco.

Também pedi mais uma entrada de porco para a saída e kimchi.

Foi muito gostoso levar os meus velhinhos para jantar e creio que eles gostaram também.

Quanto as fotos... bem... a hora que as entradas chegaram eu esqueci a máquina no canto e só lembrei no final.



Que pena, terei que ir lá novamente para mais uma rodada de porco, kimchi e cerveja. Quem sabe com uns onigiris para acompanhar.

BUENO - não tem placa e não é muito visível, encontre o número, abra a porta e tenha um ótimo jantar.
Liberdade - São Paulo
(11) 3203-2215
R. Galvão Bueno, 458
Liberdade
São Paulo - SP


Visualizar I Vitelloni em um mapa maior

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mioooooolos...



Tanto tempo trabalhando com neurocoisas me deixou com o estranho desejo de experimentar cérebro.

O duro era achar algum lugar que cozinhasse. Se eu fizesse em casa e não gostasse ia ficar a dúvida se era culpa da minha falta de habilidade.

Na volta para São Paulo, passamos no Abu-zuz para um sanduíche de faláfel e um de shawarma (é assim que escreve?).

Depois de pedir os sanduiches percebi no cardárpio: Miolos.

Confirmei com o dono do lugar, era miolo de boi mesmo. Pedimos uma porção. Veio um tipo de pasta, que eram os pedaços de miolos cozidos bem temperados, acrecidos de limão e azeite. Comemos com pão.

O veredito: tem gosto de frango. Brincadeirinha.

A primeira consideração, é mole, parece um patê, logo, comer com pão é bom. O gosto parece uma pasta de miúdos, tem um gosto residual de fígado.

Não acho que vou ter desejos incontroláveis de comer cérebro assim novamente. Agora estou curioso para experimentar cérebro frito.

O Abu-zuz tem os melhores sanduíches de shawarma e faláfel de São Paulo, se alguém quiser experimentar, seja os sanduiches ou o prato de cérebro, é só seguir o mapa abaixo.

Exibir mapa ampliado

sábado, 19 de dezembro de 2009

Road Trip 1 - Extreme Turismo

Começamos a nossa grande migração. Rumo ao sul em busca de climas mais amenos e trabalhos com estabilidade. Depois de encerrar prematuramente a temporada em Natal, encaixotamos a mudança e hoje às 8 da manhã partimos de Natal.

Nossa última refeição em Natal foram os restos mortais da pizza de ontem requentados no forninho elétrico da pousada. Jantamos na Trattoria del Pescatore para comer pela última vez a pizza do Mauro. Recebemos a notícia que ele também está de partida, a vida de pizzaiolo em Natal não decolou e, assim como nós, Mauro está se preparando para novas empreitadas.

Desde que a mudança foi despachada estávamos na Pousada Avarandas de Ponta Negra, onde fiquei hospedado logo que cheguei em Natal. Carregamos o carro, Wii, Carmen, malas, alguns eletrodomésticos, minhocas. Um probleminha que tive com as minhocas logo se tornou um pequeno estorvo no carro. Uma coisa é ter drosófilas na varanda, outra é dentro do corsa. Matamos muita mosquinha a viagem toda, mas não para de aparecer mais, espero que diminua com o passar dos dias.

Eu comecei guiando e revezamos pela primeira vez em Bayeux. Seguimos até Recife e a primeira parada pra valer foi na Livraria Cultura. Comprei presente de Natal para o meu vô e para a Renata.

Depois, uma parada rápida na Casa dos Frios para comprar um tradicional bolo de rolo pro Natal.

Por fim, almoço no Sushi Yoshi, temaki de agulhão, um sashimi/sushi teishoku, fazia tanto tempo que eu não comia missoshiru e gohan, fiquei emocionado. Café pra dar uma acordada e lá vamos nós.

Decidimos seguir a recomendação do Guia 4 rodas e ir pela PE-60/AL-101 até Maceió. Pedi informação num posto e foi engraçado, o cara explicou direitinho, mas eram uns 5-10km entre cada ponto de referência que ele me passou, eu estava crente que estava perdido, ai aparecia o posto BR grandão, ou a concessionária da Volvo.

A PE-60 é pista simples, mas está bem asfaltada, tem pouco caminhão e em alguns trechos dá pra ver o mar. Deve ser legal se tivéssemos mais tempo para encostar nas praias, ao invés de só passar correndo. A paisagem é basicamente só cana. Me parece até um roubo ver tanta cana plantada e o litro do álcool no posto estar 1,90.

O cheiro é outra coisa a parte, uma mistura de melado e azedo das usinas/engenhos, quem conhece sabe do que estou falando. Além da fumaça das queimadas.

Alguns trechos tem reflorestamento e fazem pensar, se em poucos anos a terra batida vira uma pequena floresta, imagina só o que daria pra fazer. É só pisar no freio que o planeta dá um jeito de se virar. Ou quando terminarmos nosso suicídio coletivo, em poucos anos não sobra traço que estivemos aqui.

O choque foi entrar em Alagoas. Depois do Collor e dos Malta, fiquei com a impressão que AL era terra de ninguém, comandada com punho de ferro por mafiosos malvados. Pois bem, acho que é assim mesmo. Quando a PE-60 vira AL-101 tudo piora. As casas e cidades pelo caminho passam de turísticas para miseráveis, a sinalização some e o asfalto piora. Isso vai assim até Maceió.

No caminho liguei para o hotel para avisar que íamos atrasar:

Oi temos uma reserva em nome de Renata para hoje ás 18, queria avisar que vamos atrasar um pouco.

A reserva é até as 18.

Eu sei, por isso estou ligando para avisar que vamos atrasar, mas que nos chegamos ainda hoje.

A reserva é até as 18, depois disso eu tenho que liberar o quarto.

Demorou pra convencer o cara que eu ficar 24h ou 2h não fazia a menor diferença e eu ia pagar igual. Está com um concurso em Maceió e muitos hoteis estão lotados.

Maceió lembrou muito Recife, cara de cidade grande com praia. Fomos direto pro hotel Blue Mar, o estacionamento é aberto na calçada, o que me preocupa um pouco. As coisas mais importantes trouxemos pro quarto.

Saímos para jantar a pé. Caminhamos pela beira da praia e jantamos em uma barraca curiosa. Os sucos diferentes até que já vi em outros lugares, mas os sanduíches de filé ao vinho com ervas finas, queijo e mostarda; ou chutney de manga, ricota e berinjela, chamaram a atenção.

Tomamos dois sucos (maçã, abacaxi e gengibre; laranja, maracujá e gengibre) e comemos o sanduíche de filé. De volta pra pousada, escrevendo o diário de viagem e preparando para dormir. Amanhã acordamos às 6 para começar o dia 2.

Montei um mapa com os pontos principais e vou atualizando durante a viagem. Mais pra frente vou escrever com algumas fotos da viagem.


Visualizar Road Trip em um mapa maior

Sobre o título, o Extreme Turismo é que fizemos 4 Estados em um dia, RN->PB->PE->AL amanhã é AL->SE->BA. Desejem-nos sorte.

EDIT: Esqueci de comentar que chegamos no Hotel em Maceió às 19h, tirando às 2h de parada para compras, almoço e ficar perdido em Recife, foram 9 horas no volante divididas entre nós dois.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Restaurante de responsa

Tem restaurantes nessa vida que admiramos por motivos diversos.

Gosto de restaurantes japoneses que colocam wasabi no sushi.

Gosto de lugares que não colocam pimenta como se pedissem desculpa.

Gosto de cafés onde os frequentadores parecem que trabalham em algum momento do dia.

Passamos em frente de um restaurante em pipa e admirei pela coragem.



Não comemos e pretendo nunca comer lá, mas tenho que admirar algum lugar que coloque como primeira opção do cardápio pintado na parede : Fígado acebolado.

Tem que ter muito culhão.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Portuga em Puim

Normalmente quem vai visitar os amigos em uma cidade costeira, só quer saber de peixe e frutos do mar.

Entretanto, quem mora no lugar dificilmente vai manter uma dieta a base de camarão frito e moqueca de peixe. Procurar outras opções é uma diversão e necessidade. Já achamos uma pizza ótima, um hamburguer razoável, sorvete, algumas opções de massas e recentemente trombamos com um restaurante português escondido.

Não é bem escondido. Ele fica na Rota do Sol para quem está voltando do litoral sul (veja o mapa abaixo).

O que chamou a atenção é que comida portuguesa não tem muito a ver com a comida tradicional potiguar. Além disso, não é um tipo de comida normalmente associado com praia. Por causa dessas "esquisitices" resolvemos experimentar e num sábado seguimos para lá.

 


A comida é boa e farta, o preço é justo. Comemos bolinho de bacalhau e um prato (Bacalhau Gomes Sá) que facilmente daria para 3 pessoas (pra gente rendeu ainda a janta).

 
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Acredito que a localização é essa, mas posso estar enganado e não achei indicações do lugar na web:


Visualizar Natal sem areia em um mapa maior

domingo, 12 de julho de 2009

Pé de cachimbo

Hoje é domingo, ou foi, já que a parte útil do dia já terminou, agora é hora de parar com o útil e começar as obrigações e estudar um pouco.

Dando um tempo extra de vida para o domingo resolvi blogar alguma coisa. Até que teve eventos o suficientes para justificar um post. Me preparando para a chegada de uns familiares aqui fui testar uma das possíveis atrações de Natal, o Parque das Dunas. Tem até site, mas as informações são sofríveis, não acharia o lugar sem o google e dicas dos amigos.

Fomos até a entrada do Parque das Dunas, o Bosque dos Namorados. Uma área verde muito simpática, R$1 para entrar. Bem organizado, muitas árvores identificadas, parquinhos e áreas para cooper.

Muita criança, achei divertido que tem mais parquinhos que áreas para exercícios.

Caminhamos um tanto e nos informamos sobre as trilhas dentro do parque, são 3 (pequena, média e grande). A pequena parece adequada para fazer com crianças, mas não dá pra ver o mar. Quem sabe largamos o Biel com meu pai e vamos nas trilhas maiores em algum momento.

Estava perto da hora do almoço e experimentamos o restaurante do Bosque dos Namorados. Foi horrível, música ruim estragando o ambiente, demorou assustadoramente e a comida além de ruim veio fria. É uma pena ver tanto potencial desperdiçado, o restaurante tem tudo para se tornar uma referência nos finais de semana, mas tem que melhorar muito.

Voltamos pra casa e eu juro que tentei estudar, mas foi em vão. Algum desgraçado (ou vários) estavam com o som em volume insano aqui por perto. Algum axé que parecia ter 5 notas e um verso repetido incessantemente por 20 ou 30 min que pareceram uma eternidade, deve ter mudado de música no meio da tortura, mas não dava pra perceber.

Aproveitamos no fim da tarde para fugir disso e ir ao cineclube Natal assistir um dos meus filmes favoritos, "O jovem Frankenstein" do Mel Brooks.

 


Depois da sessão tem sempre uma conversa com o pessoal do cineclube, tem um que sempre leva umas informações extras sobre os filmes. Por exemplo, eu não sabia, mas o Mel Brooks conseguiu parte dos cenários e adereços do "Frankenstein" original.

Quando a conversa começou a tentar encontrar motivações, sinais e explicações para cada piada decidimos que era hora de sair. Ia ter um sorteio do "Fuga de Alcatraz", mas deixamos isso pra lá e voltamos pra casa. Felizmente o axé já se foi e agora é hora de começar a estudar com o som das crianças na piscina do condomínio ao fundo.

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sábado, 4 de julho de 2009

Missão Cumprida

Ensaiei escrever várias coisas essa semana que passou, mas tem coisa que ainda não encontrei o tom certo para relatar. Tentei falar do ódio que tenho sentido aqui em Natal. Tentei escrever sobre algumas coisas idiotas que aconteceram, mas nenhuma delas saiu das primeiras palavras.

Então, falando de coisas mais amenas, tive um bom sábado.

Natal tem sido uma comédia de erros, é difícil planejar as coisas e mais difícil ainda que elas aconteçam do jeito planejado. Isso piora exponencialmente quando dependemos de outras pessoas, veja o caso do fogão que ainda não se resolveu.

Mas essa semana que passou instalaram os armários da cozinha. Quando alugamos o apartamento eu pensei em comprar uns armários baratoscos para a cozinha, aquela mentalidade do "não é a minha casa pra valer então qualquer coisa serve".

Depois de muito conversarmos (eu e a Re) chegamos a conclusão que se vamos ficar sempre pensando assim, nunca vamos ter a casa que queremos. Compramos então uma solução mais próxima de uma cozinha como nós gostaríamos. Uma coisa modular que pode ser passada para uma nova (caso necessário).

Cozinha planejada demora horrores por aqui, a fábrica é no Rio Grande do Sul. Foram mais de 45 dias até a montagem, mas finalmente está instalada. Dai foi uma nova função pra desencaixotar o final da mudança, lavar tudo que pegou poeira no caminho e arrumar lugar pros utensílios.

Esse sábado marcou (acho) o fim da mudança. As últimas caixas foram pro lixo, todas as coisas que vieram de São Paulo estão no seu lugar. Mudança terminada, hora de ajeitar outras coisas.

Como falei antes, dormi mal de quinta pra sexta. Mas tive uma das minhas melhores noites de sono em muito tempo de sexta pra sábado. Dormi mais de 9 horas, com direito a muitos sonhos.

Acordamos e o dia estava cheio de planos:

Comprar um transformador, coisas para o banheiro, plantas, mel de caju, filmes. Cada uma dessas coisas em um canto da cidade.

O transformador era fácil, tem uma loja de material para construção aqui perto, o problema era decidir para onde depois. Como muita loja fecha ao meio dia no sábado tínhamos que escolher: plantas (pros lados de Ponta Negra) ou filmes (no centrão).

Liguei para a loja de filmes pra confirmar e caso resolvido, ficavam abertos até as 15h.

Compramos o transformador e depois as plantinhas. Manjericão, hortelã, umas sementes de salsa e uma jibóia.

De volta pra casa pra deixar as coisas e já sair de novo para a 7a Arte, o acervo é impressionante, depois de muito fuçar saímos com uma bela mistura de filmes. Nove Rainhas, Dr. Jivago, Laranja Mecânica, Irmãos Marx, Buster Keaton, Wall-E e Ultraseven. Também comprei o Sacco & Vanzzeti (um presente pro meu pai).

De lá, bora pro Centro de Turismo, almoço com bolinho de macaxeira e comprar o mel de caju. É um melado feito do bagaço do caju, eu queria pra usar no lugar do melado de milho num teste culinário (escrevo depois).

A caminho de casa, parada no MidWay Mall para comprar as coisas pra banheiro, umas comidinhas pra janta e tomar um café com bolo. BÔNUS: Não tem muita cerveja boa a venda nos supermercados, às vezes uma Eisenbah ou Devassa, o problema é o preço, R$5-6 uma long neck. Devassa escura (a única que gostei deles) estava em promoção, R$2,99, fiz um estoque.

Finalmente em casa eu fui tocar a experiência culinária e a Re fez a jardinagem das plantas. Depois da-lhe faxinar a casa toda pra tentar tirar todo o pó da instalação dos armários.

Cansadinhos decidimos jantar fora e deixar as comidinhas para o domingo. Com a chuva e tudo o mais o tempo está mais fresquinho, íamos comer um caldinho. BÔNUS 2: um restaurante que achamos que tinha falido, estava só fechado temporariamente, deixamos o caldinho para outro dia e fomos encarar o tailandês Sala thai.

A comida é ótima e algum dia faço um post só pra ele que esse já está meio longo. Mas só pra narrar que foi um bom dia e no meio de dias ruins um bom dia é algo pra se comemorar.

Finalizando, a casa tá pronta, agora faltam as visitas. Abraços.

sábado, 20 de junho de 2009

Quebrando paradigmas 1

Existem certas regras nessa vida que eu tento seguir, muitas carregadas de conceitos e preconceitos incutidos desde a mais tenra idade.

Tendo nascido e crescido em São Paulo, estou acostumado a comer boas pizzas. São Paulo tem pizzarias que estão lá desde muito antes de eu nascer, isso por si só é uma boa referência, com tantas opções na cidade, alguma coisa eles devem estar fazendo certo para estarem lá a tanto tempo.

Ao longo da vida a vontade de comer pizza em horários inadequados me fez criar uma série das regras ditas acima.

Não espere uma boa pizza:

a) em uma cidade litorânea;
b) se não for forno a lenha;
c) em um rodízio de pizza;
d) se tiver catchup, mostarda e/ou maionese na mesa.

Bem, a vontade de comer pizza aliada a uma sugestão do Solto na cidade, fez a gente deixar alguns medos de lado e experimentar uma pizzaria em Natal.

O nome assustava um pouco Índios, pizzeria-arte-bar. A decoração era bonita, com muita coisa de cerâmica marajoara e tapajônica, além de pinturas com imagens e motivos indígenas, mas não muito no estilo tradicional de pizzarias.

Entramos fugindo da chuva, não tinha lugar pra sentar já que boa parte das mesas ficavam pra fora e estavam na água. Resolvemos esperar. Logo liberou uma mesa e fomos atendidos. Nenhum catchup a vista, bom sinal.

O cardápio é pintado em uma tábua fina, simpático. Na parede um diploma de curso técnico de pizzaiolo em italiano lembra que o risco foi calculado, tínhamos visto que o dono, chef, maitrê e garçon Mauro Mazzilli é romano e ele que vem pessoalmente nos atender.

Uma olhada no cardápio e a Renata escolhe a Matriciana (Molho de tomate, cebola, bacon, pimenta, Queijo italiano), eu fico em dúvida e Mauro recomenda:

"Sugestão, pizza de batata, queijo, alecrim. Muito boa. Em Roma come-se muito no café da manhã."

Acatamos a sugestão. Logo o cheiro invade o ambiente e a fome aperta. Não demora muito e Mauro aparece carregando sua obra. A pizza não é redonda, eu peço pra tirar uma foto e ele fica encabulado, mas deixa.



A pizza é cortada em 8, ele serve e sugere novamente.

"Essa pizza é boa de comer com a mão"



A pizza é excelente, muito gostosa, super crocante, diferente do estilo que estou acostumado. Não vou fazer comparações com as de São Paulo, é parecido o suficiente para saber que é pizza e é diferente o bastante para não ter base de comparação.

Receber uma "autorização" pra comer com a mão foi um extra, adoro comer com as mãos.

Pizza em cidade litorânea, sem forno a lenha, foi uma quebra de paradigma deliciosa.


PS: Já voltamos lá duas vezes e continua gostoso, não foi só a surpresa. Toda vez volto com o céu da boca queimado, não consigo esperar esfriar um pouco. Ah! A pizza fica ótima requentada de manhã e a de batata realmente é uma delícia no café da manhã.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sorveteria Tropical

Eu estava feliz de ter encontrado uma sorveteria em Natal, pois bem, encontrei outra.

Gostei muito da sorveteria tropical, a bola dupla custa R$6 e é bem grande. Tem diversos sabores e para mim o destaque são os de frutas, principalmente as regionais. O sorvete de Mangaba é uma delícia.

O da foto ai é Tangerina e pistache, a Renata está segurando e ao fundo dá pra ver nosso carro, o Branquinho Jr.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Bolo do Biel

Para os desavisados o aniversário do Gabriel (meu sobrinho) foi ontem, 17/6. Um aninho de vida, nessa idade não adianta dar parabéns, mas eu liguei para parabenizar o pai e a mãe por terem mantido o guri saudável nesses primeiros 365 dias.

Não fizemos bolo, pois a saga do fogão continua, a incompetência e descaso da Brastemp é assustadora.

Entretanto, achamos um café muito bacana no Midway Mall, com bolos bonitos na vitrine.



Eu pedi uma mistura de capucino gelado e chocolate quente. O capucino gelado é bem gostoso, o chocolate quente é aquele mingau de chocolate que está na moda, acho horrível.

Aproveitamos que era aniversário e pedimos uma torta crocante (R$3,50), a surpresa foi o tamanho da torta, podia ter substituído o almoço.



Bem, não tinha Gabriel por perto e ainda vai levar um tempão até ele comer um desses, mas pra gente este sempre será o bolo do Biel.

Saudades, saudades.

Ah! O lugar é o Santa Clara Café Orgânico.

domingo, 7 de junho de 2009

Café da manhã dos campeões

Uma coisa que faz falta aqui em Natal é uma boa padaria. Encontramos uma razoável em Ponta Negra, mas é um tanto fora de mão para ir num domingo de manhã sem carro.

Fomos em outra aqui perto que parecia promissora, não foi grandes coisas, mas serviu pra pegar um café e um pão com manteiga. Entretanto o que me impressionou mais foi o buffet de café da manhã local.



Sim, é isso mesmo, queijo coalho frito, costela de porco (também frita) e farinha de cuscus, isso sim é pra despertar o Tigre em alguém logo de manhã.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sgt Peppers

Quando decidimos vir pra Natal teve um diálogo recorrente com outras pessoas.

Pessoa: Caramba! Natal, que bom. Lá é quente.

Daniel ou Renata: Odeio calor.

Pessoa tentando remendar: Mas tem praias lindas.

Daniel ou Renata: Odeio praia.

Pessoa vendo se contorna: Pelo menos não tem a loucura de São Paulo.

Daniel ou Renata: Adoro agito.


Era uma conversa mais ou menos mal humorada assim. Para os que sofreram com a gente, desculpas, mas o motivo de virmos para Natal foi mais profissional que social.

Entretanto, trabalhamos pra viver, não vivemos pra trabalhar (a despeito do que nossos chefes parecem desejar) e não somos bocós ao ponto de chegar em um lugar pra viver e ficar o tempo todo se lamentando do que ficou para trás. Tem que tratar de conhecer os pontos bons.

Nesse sentido uma leitura obrigatória é o guia Solto na cidade com dicas culturais diversas. Hoje fomos experimentar uma sugestão do guia.

Não sei se as experiências fracas até agora pesaram para a qualificação positiva do Sgt. Peppers, mas fiquei muito feliz com o local.

Primeiro, é um bar de rock, TVs grandes passando um DVD do The Who. Ao contrário dos bares de rock que estamos acostumados o Sgt Peppers local é grande, espaçoso e arejado. Tem até uma árvore no meio do local.

Segundo, tem um bom hambúrguer, muito bom por sinal, eu gostaria mais vermelho, mas parece que o ponto aqui é bem passado. Além disso, é barato. R$9,90 para hambúrguer de 200g, provolone, muçarela, bacon e salada. O onipresente molho rose vem à parte o que rendeu muitos pontos extra. Por R$3,50 adiciona fritas, mas são fritas congeladas genéricas.

Terceiro, cerveja gelada, Original aqui parece ser cerveja exótica, então o preço é perto de R$7 mesmo.

Quarto (que talvez devesse ser primeiro), acesso de ônibus é tranquilo. A volta não é tanto, pois tem pouco ônibus circulando depois das 22h, mas culpa do transporte público de Natal que é uma bosta.

Finalmente, hoje tinha banda tocando. Couvert artístico: R$4 e o garçom passou avisando que seria cobrado, então quem quisesse fugir ainda dava tempo.

Bônus: O banheiro masculino é pintado por dentro com desenhos do Yellow Submarine, muito legal.

Achamos um lugar em Natal que é a nossa cara, preciso falar com o dono, se ele arrumar Colorado ou chop Guinness, ele será meu novo melhor amigo.

sábado, 2 de maio de 2009

Sashimi

Fui jantar no Pinga Fogo. Descobri que o peixe branco genérico deles é agulhão. CARAMBA é uma delícia.

Espero que ninguém venha falar que jantei uma espécie em extinção.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Fast Grill

Hoje fui tirar cópia de uma chave aqui do trampo e aproveitei para almoçar no Natal Shopping. Estava com vontade de comer carne, então fui no Fast Grill, um restaurante de carnes da praça de alimentação.

Fui uma vez lá com uns colegas e foi legal, a carne estava boa. Foi meio salgado mas na faixa de comida de shopping (~R$20).

Pedi um bife de chorizo ao ponto, tomate recheado com queijo, batata na grelha e salada de tomate e alface. Ainda confirmei que o "ao ponto" era meio vermelhinho. Para beber, uma água sem gás.

Resultado: A comida demorou pra vir. A carne estava esturricada, batata mal passada (veio um pouco dura ainda), tomate com o queijo seco e frio (acho que estava pronto a muito tempo e não requentaram direito) e água congelada. A salada veio ok, acho que não tinha muita margem para erro em picar alface e rodelar um tomate (espero que tenham lavado).

Na hora de pagar: O sistema estava com problemas e eu que ia pagar com dinheiro fiquei preso na porra da fila do cartão.

Resultado final foi caro e desastroso. Da próxima vez vou naquele Estupendo do outro lado da praça que tem um filé com alho descente. Ou melhor ainda, vou num PF de R$6 perto do ponto do circular.

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Desculpem a falta de fotos ultimamente, mas é que eu parei de andar com a câmera, o notebook já é um peso considerável na mochila então estou cortando onde dá.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pão & companhia

Depois de achar o sorvete olha só o que encontrei, o pão.

Pelo que entendi a Pão & Companhia é uma franquia de padaria que tem lojas em diversas outras cidades e Estados do Brasil.



Parte da proposta deles é fazer pães sem aditivos. Os pães tem uma cara bem boa e são relativamente caros, mas pra comer um pão mais ajeitado é uma opção interessante. Além disso tem um esquema de monte seu próprio sanduíche (bem você escolhe o que vai e o carinha monta na sua frente, paga por quilo).



Dado o horário resolvi comer um café e um croissant de chocolate que estava com uma cara bem boa. O croissant era muito bom, o café... não sei... não era ruim, mas achei meio insosso, não sei se cariocaram o café.



De qualquer forma gostei e é legal conhecer lugares que vão servir pra morar aqui. Espetinhos de camarão, vaca atolada, carne de sol são legais, mas minha vida ficaria muito mais triste sem outras coisas como pão, café e sorvete.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Originale

Para uma cidade com praia estava achando Natal com uma escassez preocupante de sorvete (e uma abundância esquisita de caldos e sopas, mas isso parece parte da gastronomia local).

Sei que em outro post comentei com certa preocupação de como tem estrangeiro dono de coisas aqui, mas ontem dei um descanso ao anti-imperialismo.

A Originale é uma sorveteria que fica no Praia Shopping, na descrição da loja tem algumas coisas sobre ter sido fundada por italianos. Se é ou não, não consegui confirmar, mas o sorvete é muito bom. Tem um dos melhores sorvetes crocantes que já comi e algumas opções regionais como tapioca, caja e graviola.

 


A vitrine segue um design bem na moda de fazer umas decorações no sorvete. A opção de sorvete que achei mais legal é pedir a casquinha de 2 sabores (R$6,50). Nem tentei bater foto da minha, fotografar com sorvete numa mão e a câmera na outra me pareceu roteiro de desastre.

 
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