Fui assistir hoje Julie & Julia. Demos sorte que ainda está passando no cinema aqui em Bauru. Em São Paulo já saiu de cartaz faz tempo.
O filme é bem atual, intercala trechos das histórias de Julia Child, autora de livros de culinária e show de TV americana, e Julie, funcionária do serviço público americano, frustada com a vida que toma como projeto fazer em um ano todas as 500+ receitas do livro Mastering the Art of French Cooking de autoria da primeira e blogar a respeito.
O blog de Julie virou livro, que inspirou o filme.
O filme retrata bem outra coisa, o quanto é frustante a rotina de Julie no começo e como o blog/projeto vai servindo de escape e de saída.
Acho muito bacana como a internet permite essa conversa entre mídias. Blog que vira livro que vira filme. Qualquer um pode vir aqui e escrever o que quiser, muitos ficam como eu, mandando mensagens em garrafas que pouca gente lê, provavelmente se eu mandasse esses posts como email para família e amigos teria mais leitores, mas gosto que isso fique aqui disponível.
Já falei antes, uso esse blog um tanto como uma memória auxiliar, penso em quanta conversa legal que tive e as palavras vão se perder para sempre. Não que isso aqui seja permanente, mas é bem melhor que a minha memória e o mecanismo de busca, tags ajudam horrores.
Mas algumas pessoas tem coisas interessantes para falar e escrever. Gostei do filme por todas essas coisas, quem tiver oportunidade assista.
Todo mundo sabe que tudo começa em uma taverna. Velhinhos misteriosos são opcionais, mas a taverna é essencial. Mas isso é um blog raios, não dá pra ser blogueiro numa taverna. Então aqui estamos em uma Cybertaverna, enjoy. No cardápio, RPG, tecnologia, música, bebidas, fantasia e o que mais me der na telha.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Apoteótico!!!
Essa mensagem foi escrita no dia 06/08/2009 e esqueci de postar.
Fala aí, o que você fez ontem a noite?
Pois bem, eu e um par de amigos embarcamos em nossos mechas, para tentar impedir uma invasão alienígena.
Estávamos em alta velocidade, retornando em da missão de reconhecimento, quando uma tropa inimiga apareceu.
Os robôs inimigos estavam fazendo mira no líder do meu esquadrão. Para ajudá-lo fiz uma manobra em alta velocidade invertendo completamente o sentido que estava indo e disparei meus quatro canhões derrubando os dois maiores robôs inimigos, cada um deles umas quatro vezes maior que o mecha que eu pilotava.
Foi o melhor momento de toda a minha carreira RPGística e queria deixar isso registrado para a posteridade. A imagem que estamos usando para o meu mecha é aquele lá em cima, nomeado Hannibal-8 em homenagem ao fílme "A corrida do século" que assisti recentemente.
domingo, 12 de julho de 2009
Pé de cachimbo
Hoje é domingo, ou foi, já que a parte útil do dia já terminou, agora é hora de parar com o útil e começar as obrigações e estudar um pouco.
Dando um tempo extra de vida para o domingo resolvi blogar alguma coisa. Até que teve eventos o suficientes para justificar um post. Me preparando para a chegada de uns familiares aqui fui testar uma das possíveis atrações de Natal, o Parque das Dunas. Tem até site, mas as informações são sofríveis, não acharia o lugar sem o google e dicas dos amigos.
Fomos até a entrada do Parque das Dunas, o Bosque dos Namorados. Uma área verde muito simpática, R$1 para entrar. Bem organizado, muitas árvores identificadas, parquinhos e áreas para cooper.
Muita criança, achei divertido que tem mais parquinhos que áreas para exercícios.
Caminhamos um tanto e nos informamos sobre as trilhas dentro do parque, são 3 (pequena, média e grande). A pequena parece adequada para fazer com crianças, mas não dá pra ver o mar. Quem sabe largamos o Biel com meu pai e vamos nas trilhas maiores em algum momento.
Estava perto da hora do almoço e experimentamos o restaurante do Bosque dos Namorados. Foi horrível, música ruim estragando o ambiente, demorou assustadoramente e a comida além de ruim veio fria. É uma pena ver tanto potencial desperdiçado, o restaurante tem tudo para se tornar uma referência nos finais de semana, mas tem que melhorar muito.
Voltamos pra casa e eu juro que tentei estudar, mas foi em vão. Algum desgraçado (ou vários) estavam com o som em volume insano aqui por perto. Algum axé que parecia ter 5 notas e um verso repetido incessantemente por 20 ou 30 min que pareceram uma eternidade, deve ter mudado de música no meio da tortura, mas não dava pra perceber.
Aproveitamos no fim da tarde para fugir disso e ir ao cineclube Natal assistir um dos meus filmes favoritos, "O jovem Frankenstein" do Mel Brooks.
Depois da sessão tem sempre uma conversa com o pessoal do cineclube, tem um que sempre leva umas informações extras sobre os filmes. Por exemplo, eu não sabia, mas o Mel Brooks conseguiu parte dos cenários e adereços do "Frankenstein" original.
Quando a conversa começou a tentar encontrar motivações, sinais e explicações para cada piada decidimos que era hora de sair. Ia ter um sorteio do "Fuga de Alcatraz", mas deixamos isso pra lá e voltamos pra casa. Felizmente o axé já se foi e agora é hora de começar a estudar com o som das crianças na piscina do condomínio ao fundo.
Dando um tempo extra de vida para o domingo resolvi blogar alguma coisa. Até que teve eventos o suficientes para justificar um post. Me preparando para a chegada de uns familiares aqui fui testar uma das possíveis atrações de Natal, o Parque das Dunas. Tem até site, mas as informações são sofríveis, não acharia o lugar sem o google e dicas dos amigos.
Fomos até a entrada do Parque das Dunas, o Bosque dos Namorados. Uma área verde muito simpática, R$1 para entrar. Bem organizado, muitas árvores identificadas, parquinhos e áreas para cooper.
Muita criança, achei divertido que tem mais parquinhos que áreas para exercícios.
Caminhamos um tanto e nos informamos sobre as trilhas dentro do parque, são 3 (pequena, média e grande). A pequena parece adequada para fazer com crianças, mas não dá pra ver o mar. Quem sabe largamos o Biel com meu pai e vamos nas trilhas maiores em algum momento.
Estava perto da hora do almoço e experimentamos o restaurante do Bosque dos Namorados. Foi horrível, música ruim estragando o ambiente, demorou assustadoramente e a comida além de ruim veio fria. É uma pena ver tanto potencial desperdiçado, o restaurante tem tudo para se tornar uma referência nos finais de semana, mas tem que melhorar muito.
Voltamos pra casa e eu juro que tentei estudar, mas foi em vão. Algum desgraçado (ou vários) estavam com o som em volume insano aqui por perto. Algum axé que parecia ter 5 notas e um verso repetido incessantemente por 20 ou 30 min que pareceram uma eternidade, deve ter mudado de música no meio da tortura, mas não dava pra perceber.
Aproveitamos no fim da tarde para fugir disso e ir ao cineclube Natal assistir um dos meus filmes favoritos, "O jovem Frankenstein" do Mel Brooks.
Depois da sessão tem sempre uma conversa com o pessoal do cineclube, tem um que sempre leva umas informações extras sobre os filmes. Por exemplo, eu não sabia, mas o Mel Brooks conseguiu parte dos cenários e adereços do "Frankenstein" original.
Quando a conversa começou a tentar encontrar motivações, sinais e explicações para cada piada decidimos que era hora de sair. Ia ter um sorteio do "Fuga de Alcatraz", mas deixamos isso pra lá e voltamos pra casa. Felizmente o axé já se foi e agora é hora de começar a estudar com o som das crianças na piscina do condomínio ao fundo.
sábado, 4 de julho de 2009
Missão Cumprida
Ensaiei escrever várias coisas essa semana que passou, mas tem coisa que ainda não encontrei o tom certo para relatar. Tentei falar do ódio que tenho sentido aqui em Natal. Tentei escrever sobre algumas coisas idiotas que aconteceram, mas nenhuma delas saiu das primeiras palavras.
Então, falando de coisas mais amenas, tive um bom sábado.
Natal tem sido uma comédia de erros, é difícil planejar as coisas e mais difícil ainda que elas aconteçam do jeito planejado. Isso piora exponencialmente quando dependemos de outras pessoas, veja o caso do fogão que ainda não se resolveu.
Mas essa semana que passou instalaram os armários da cozinha. Quando alugamos o apartamento eu pensei em comprar uns armários baratoscos para a cozinha, aquela mentalidade do "não é a minha casa pra valer então qualquer coisa serve".
Depois de muito conversarmos (eu e a Re) chegamos a conclusão que se vamos ficar sempre pensando assim, nunca vamos ter a casa que queremos. Compramos então uma solução mais próxima de uma cozinha como nós gostaríamos. Uma coisa modular que pode ser passada para uma nova (caso necessário).
Cozinha planejada demora horrores por aqui, a fábrica é no Rio Grande do Sul. Foram mais de 45 dias até a montagem, mas finalmente está instalada. Dai foi uma nova função pra desencaixotar o final da mudança, lavar tudo que pegou poeira no caminho e arrumar lugar pros utensílios.
Esse sábado marcou (acho) o fim da mudança. As últimas caixas foram pro lixo, todas as coisas que vieram de São Paulo estão no seu lugar. Mudança terminada, hora de ajeitar outras coisas.
Como falei antes, dormi mal de quinta pra sexta. Mas tive uma das minhas melhores noites de sono em muito tempo de sexta pra sábado. Dormi mais de 9 horas, com direito a muitos sonhos.
Acordamos e o dia estava cheio de planos:
Comprar um transformador, coisas para o banheiro, plantas, mel de caju, filmes. Cada uma dessas coisas em um canto da cidade.
O transformador era fácil, tem uma loja de material para construção aqui perto, o problema era decidir para onde depois. Como muita loja fecha ao meio dia no sábado tínhamos que escolher: plantas (pros lados de Ponta Negra) ou filmes (no centrão).
Liguei para a loja de filmes pra confirmar e caso resolvido, ficavam abertos até as 15h.
Compramos o transformador e depois as plantinhas. Manjericão, hortelã, umas sementes de salsa e uma jibóia.
De volta pra casa pra deixar as coisas e já sair de novo para a 7a Arte, o acervo é impressionante, depois de muito fuçar saímos com uma bela mistura de filmes. Nove Rainhas, Dr. Jivago, Laranja Mecânica, Irmãos Marx, Buster Keaton, Wall-E e Ultraseven. Também comprei o Sacco & Vanzzeti (um presente pro meu pai).
De lá, bora pro Centro de Turismo, almoço com bolinho de macaxeira e comprar o mel de caju. É um melado feito do bagaço do caju, eu queria pra usar no lugar do melado de milho num teste culinário (escrevo depois).
A caminho de casa, parada no MidWay Mall para comprar as coisas pra banheiro, umas comidinhas pra janta e tomar um café com bolo. BÔNUS: Não tem muita cerveja boa a venda nos supermercados, às vezes uma Eisenbah ou Devassa, o problema é o preço, R$5-6 uma long neck. Devassa escura (a única que gostei deles) estava em promoção, R$2,99, fiz um estoque.
Finalmente em casa eu fui tocar a experiência culinária e a Re fez a jardinagem das plantas. Depois da-lhe faxinar a casa toda pra tentar tirar todo o pó da instalação dos armários.
Cansadinhos decidimos jantar fora e deixar as comidinhas para o domingo. Com a chuva e tudo o mais o tempo está mais fresquinho, íamos comer um caldinho. BÔNUS 2: um restaurante que achamos que tinha falido, estava só fechado temporariamente, deixamos o caldinho para outro dia e fomos encarar o tailandês Sala thai.
A comida é ótima e algum dia faço um post só pra ele que esse já está meio longo. Mas só pra narrar que foi um bom dia e no meio de dias ruins um bom dia é algo pra se comemorar.
Finalizando, a casa tá pronta, agora faltam as visitas. Abraços.
Então, falando de coisas mais amenas, tive um bom sábado.
Natal tem sido uma comédia de erros, é difícil planejar as coisas e mais difícil ainda que elas aconteçam do jeito planejado. Isso piora exponencialmente quando dependemos de outras pessoas, veja o caso do fogão que ainda não se resolveu.
Mas essa semana que passou instalaram os armários da cozinha. Quando alugamos o apartamento eu pensei em comprar uns armários baratoscos para a cozinha, aquela mentalidade do "não é a minha casa pra valer então qualquer coisa serve".
Depois de muito conversarmos (eu e a Re) chegamos a conclusão que se vamos ficar sempre pensando assim, nunca vamos ter a casa que queremos. Compramos então uma solução mais próxima de uma cozinha como nós gostaríamos. Uma coisa modular que pode ser passada para uma nova (caso necessário).
Cozinha planejada demora horrores por aqui, a fábrica é no Rio Grande do Sul. Foram mais de 45 dias até a montagem, mas finalmente está instalada. Dai foi uma nova função pra desencaixotar o final da mudança, lavar tudo que pegou poeira no caminho e arrumar lugar pros utensílios.
Esse sábado marcou (acho) o fim da mudança. As últimas caixas foram pro lixo, todas as coisas que vieram de São Paulo estão no seu lugar. Mudança terminada, hora de ajeitar outras coisas.
Como falei antes, dormi mal de quinta pra sexta. Mas tive uma das minhas melhores noites de sono em muito tempo de sexta pra sábado. Dormi mais de 9 horas, com direito a muitos sonhos.
Acordamos e o dia estava cheio de planos:
Comprar um transformador, coisas para o banheiro, plantas, mel de caju, filmes. Cada uma dessas coisas em um canto da cidade.
O transformador era fácil, tem uma loja de material para construção aqui perto, o problema era decidir para onde depois. Como muita loja fecha ao meio dia no sábado tínhamos que escolher: plantas (pros lados de Ponta Negra) ou filmes (no centrão).
Liguei para a loja de filmes pra confirmar e caso resolvido, ficavam abertos até as 15h.
Compramos o transformador e depois as plantinhas. Manjericão, hortelã, umas sementes de salsa e uma jibóia.
De volta pra casa pra deixar as coisas e já sair de novo para a 7a Arte, o acervo é impressionante, depois de muito fuçar saímos com uma bela mistura de filmes. Nove Rainhas, Dr. Jivago, Laranja Mecânica, Irmãos Marx, Buster Keaton, Wall-E e Ultraseven. Também comprei o Sacco & Vanzzeti (um presente pro meu pai).
De lá, bora pro Centro de Turismo, almoço com bolinho de macaxeira e comprar o mel de caju. É um melado feito do bagaço do caju, eu queria pra usar no lugar do melado de milho num teste culinário (escrevo depois).
A caminho de casa, parada no MidWay Mall para comprar as coisas pra banheiro, umas comidinhas pra janta e tomar um café com bolo. BÔNUS: Não tem muita cerveja boa a venda nos supermercados, às vezes uma Eisenbah ou Devassa, o problema é o preço, R$5-6 uma long neck. Devassa escura (a única que gostei deles) estava em promoção, R$2,99, fiz um estoque.
Finalmente em casa eu fui tocar a experiência culinária e a Re fez a jardinagem das plantas. Depois da-lhe faxinar a casa toda pra tentar tirar todo o pó da instalação dos armários.
Cansadinhos decidimos jantar fora e deixar as comidinhas para o domingo. Com a chuva e tudo o mais o tempo está mais fresquinho, íamos comer um caldinho. BÔNUS 2: um restaurante que achamos que tinha falido, estava só fechado temporariamente, deixamos o caldinho para outro dia e fomos encarar o tailandês Sala thai.
A comida é ótima e algum dia faço um post só pra ele que esse já está meio longo. Mas só pra narrar que foi um bom dia e no meio de dias ruins um bom dia é algo pra se comemorar.
Finalizando, a casa tá pronta, agora faltam as visitas. Abraços.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
*SPOILER ALERT* Exterminador 4
Essa postagem e um spoiler gigante, eu conto várias partes do filme exterminador do futuro 4. Se você pretende assistir e se importa com spoilers NÂO LEIA.
Para dificultar o resto vai ser escrito em preto e portanto vai ficar mesclado com o fundo, se quiser ler, grife a tela ou tecle Ctrl+a.
Já vi filme conseguir se salvar em uma cena. Um bom final pode tornar um filme razoável em memorável, "Sexto sentido" e "Clube da Luta" são dois que gosto bastante e os finais tornaram os filmes muito melhores. Esse Exterminador 4 conseguiu o extremo oposto da escala. Foi incrível como um filme pode se afundar em uma cena até níveis nunca antes imaginados.
Exterminador do Futuro 1 e 2 são filmes muito bacanas. O primeiro é um bom filme de ficção científica, o segundo é um ótimo filme de ação e com efeitos especiais revolucionários para a época. O terceiro foi fraco, francamente nem lembro dele. Fui assistir o quarto esperando um filme de ação com efeitos especiais, o de sempre.
E era o que estava vindo, até com uma aparente história e mistério razoáveis, uma trama interessante que não rolava mais em torno da viagem no tempo/mudar o futuro.
Plot centrado em um exterminador diferente, meio homem meio máquina, que não sabe da onde veio e pra onde vai. Coração e metade do cérebro humanos, mas o resto mecânico. Porradas, tiros, robôs, música do Guns e referências ao Exterminador do Futuro 2 - I'll be back.
O Arnold aparece como o primeiro T-800 e desce o cacete no John Connor foi legal. Pô o filme tava bem melhor do que eu esperava. E ai tudo vem abaixo. O T-800 atravessa o peito do John Connor com uma barra de ferro. "Oh-oh". Marcus o novo modelo de exterminador mata o T-800 e salva John, Skynet explode - FAÇA UM FAVOR A SI MESMO, PARE DE LER E SAIA DO FILME DEPOIS DA EXPLOSÃO DO SKYNET. VAI SER MELHOR ASSIM.
Ai piora: John Connor sendo examinado pela equipe médica: "O coração não vai aguentar."
Me senti como o Woody de fósforo apagado na mão: Não, não, nããããõ... (acabei de assistir Toy Story). Mas não teve jeito, o exterminador Marcus oferece o próprio coração para John Connor. Milhões de pessoas na fila do transplante de coração se perguntam e aquela tal de compatibilidade?
CARA! Pra que isso?! Pra que ferir o John Connor, não precisava. Final ridículo com efeito de destruição retrógrada, toda menção ao coração do Marcus no filme ficou besta, fraca, boçal. Estragou um bom filme de ação pra tentar forçar um tear jerker nos idiotas do público.
Algumas idéias que poderiam ter salvo o filme:
1) Depois da explosão, todo mundo vai embora e acaba. Temos um novo amigo fodão, o futuro está ficando diferente do que Sarah Connor contou, blablabla.
2) John Connor está ferido gravemente e precisa ter uns pedaços de robô inseridos pra sobreviver (mais na linha não é o conteúdo de metal, mas o que você faz com ele que importa).
3) John Connor, fala pra esposa cuidar do Kyle e morre. Depois aparece o Marcus falando "Aqui é John Connor, se você está ouvindo isso, você é da resistência", uma coisa mais, o legado do John Connor sobrevive.
Para dificultar o resto vai ser escrito em preto e portanto vai ficar mesclado com o fundo, se quiser ler, grife a tela ou tecle Ctrl+a.
Já vi filme conseguir se salvar em uma cena. Um bom final pode tornar um filme razoável em memorável, "Sexto sentido" e "Clube da Luta" são dois que gosto bastante e os finais tornaram os filmes muito melhores. Esse Exterminador 4 conseguiu o extremo oposto da escala. Foi incrível como um filme pode se afundar em uma cena até níveis nunca antes imaginados.
Exterminador do Futuro 1 e 2 são filmes muito bacanas. O primeiro é um bom filme de ficção científica, o segundo é um ótimo filme de ação e com efeitos especiais revolucionários para a época. O terceiro foi fraco, francamente nem lembro dele. Fui assistir o quarto esperando um filme de ação com efeitos especiais, o de sempre.
E era o que estava vindo, até com uma aparente história e mistério razoáveis, uma trama interessante que não rolava mais em torno da viagem no tempo/mudar o futuro.
Plot centrado em um exterminador diferente, meio homem meio máquina, que não sabe da onde veio e pra onde vai. Coração e metade do cérebro humanos, mas o resto mecânico. Porradas, tiros, robôs, música do Guns e referências ao Exterminador do Futuro 2 - I'll be back.
O Arnold aparece como o primeiro T-800 e desce o cacete no John Connor foi legal. Pô o filme tava bem melhor do que eu esperava. E ai tudo vem abaixo. O T-800 atravessa o peito do John Connor com uma barra de ferro. "Oh-oh". Marcus o novo modelo de exterminador mata o T-800 e salva John, Skynet explode - FAÇA UM FAVOR A SI MESMO, PARE DE LER E SAIA DO FILME DEPOIS DA EXPLOSÃO DO SKYNET. VAI SER MELHOR ASSIM.
Ai piora: John Connor sendo examinado pela equipe médica: "O coração não vai aguentar."
Me senti como o Woody de fósforo apagado na mão: Não, não, nããããõ... (acabei de assistir Toy Story). Mas não teve jeito, o exterminador Marcus oferece o próprio coração para John Connor. Milhões de pessoas na fila do transplante de coração se perguntam e aquela tal de compatibilidade?
CARA! Pra que isso?! Pra que ferir o John Connor, não precisava. Final ridículo com efeito de destruição retrógrada, toda menção ao coração do Marcus no filme ficou besta, fraca, boçal. Estragou um bom filme de ação pra tentar forçar um tear jerker nos idiotas do público.
Algumas idéias que poderiam ter salvo o filme:
1) Depois da explosão, todo mundo vai embora e acaba. Temos um novo amigo fodão, o futuro está ficando diferente do que Sarah Connor contou, blablabla.
2) John Connor está ferido gravemente e precisa ter uns pedaços de robô inseridos pra sobreviver (mais na linha não é o conteúdo de metal, mas o que você faz com ele que importa).
3) John Connor, fala pra esposa cuidar do Kyle e morre. Depois aparece o Marcus falando "Aqui é John Connor, se você está ouvindo isso, você é da resistência", uma coisa mais, o legado do John Connor sobrevive.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Entre os muros da escola
Tem uma sessão de cinema "cult" no cinema do Praia Shopping. Eu achei a idéia legal, principalmente pois é mais barata e em tempos de não-estudante qualquer desconto é uma boa.
Olhei a ficha do filme, parecia interessante e lá fui eu.
O filme tem duas horas de absolutamente NADA. Apenas é mostrado o dia a dia do professor dando aula, ficando frustado com os alunos que em troca ficam frustado com ele. Alguns problemas maiores pela quantidade de filhos de imigrantes na sala, diferenças culturais, etc. etc. Mas NADA acontece. Às vezes dá vontade de dar uns tapas nos alunos adolescentes, outras nos professores apáticos, mas no geral passei o filme me perguntando: "Tão reclamando do que?!". Depois de tudo que já ouvi meus amigos professores da rede pública de ensino médio em São Paulo contando, os caras do filme tão reclamando de barriga cheia e não tão fazendo porra nenhuma pra mudar o que consideram errado.
Aqui fica a "contra" recomendação, passem longe, é para outra realidade.
Olhei a ficha do filme, parecia interessante e lá fui eu.
Título original: Entre les Murs
Sinopse: O ensino como uma obra de arte. É assim que o professor de uma escola da periferia de Paris encara a profissão. Antes de levar o conhecimento, ele precisa atrair a atenção, despertar o interesse e educar alunos que já não demonstram nenhum estímulo.
Dirigido por Laurent Cantet, Entre os Muros da Escola recebeu uma indicação ao Oscar como Melhor Filme Estrangeiro. Foi vencedor da Palma de Ouro no Festival de Canes e do Independet Spirit Awards (melhor filme estrangeiro).
François Marin (François Bégaudeau) trabalha como professor de língua francesa para o ensino médio. No seu dia-a-dia, ele enfrenta o descaso de alunos que não têm interesse algum em aprender. Ele tenta, junto com seus colegas de trabalho, mudar esse comportamento e mostrar o quanto o aprendizado será útil para a vida daqueles jovens da periferia.
O filme tem duas horas de absolutamente NADA. Apenas é mostrado o dia a dia do professor dando aula, ficando frustado com os alunos que em troca ficam frustado com ele. Alguns problemas maiores pela quantidade de filhos de imigrantes na sala, diferenças culturais, etc. etc. Mas NADA acontece. Às vezes dá vontade de dar uns tapas nos alunos adolescentes, outras nos professores apáticos, mas no geral passei o filme me perguntando: "Tão reclamando do que?!". Depois de tudo que já ouvi meus amigos professores da rede pública de ensino médio em São Paulo contando, os caras do filme tão reclamando de barriga cheia e não tão fazendo porra nenhuma pra mudar o que consideram errado.
Aqui fica a "contra" recomendação, passem longe, é para outra realidade.
terça-feira, 7 de abril de 2009
I watches the Watchmen
Tá bom, o filme já tá velho, mas eu só consegui assistir agora. Uma colega de laboratório comentou que de segunda o ingresso é mais barato. Se eu tivesse meia entrada ainda pagaria só R$2,50. Vi que Watchmen estava passando e lá fui eu.Sessão das 21h numa sala bem fuleira com som meia boca. No geral gostei do filme. Teve coisas que achei muito boas e outras nem tanto. Não vou ficar comparando com os quadrinhos que seria bobagem.
Primeiro as boas.
Os créditos de abertura estão fantásticos. Várias seqüências de cenas em câmera lenta, retratando algum momento chave. Ajudou à introduzir o mundo alternativo do Watchmen.
Gostei do visual do filme, exceto o Dr. Manhatan. É meio injusto, mas achei que ele ficou muito parecido com os quadrinhos e no fundo é um visual que não funcionou na tela.
O Rorschach ficou muito bom. "Eu não estou preso aqui com vocês, vocês estão presos comigo", muuuuuuuuuuuuuuuuito legal.
Não douraram a pílula, é uma história violenta, adulta, complexa e cínica. Teve algumas mudanças para adaptar ao cinema, mas todos esses elementos estão lá.
Minha maior crítica ao filme vai para o quarto final dele, parece que se tocaram que estava ficando longo e resolveram correr. Depois de um certo ponto começa a acontecer muita coisa muito rápido e não curti muito, acho que podiam ter adaptado melhor.
A segunda bronca é pras lutas. Achei que ficaram exageradas. Os vigilantes do universo Watchmen são homens e mulheres normais, ficou muito Matrix pro meu gosto. Eu até entendo que esse tipo de luta tá na moda e deve dar mais ibope, mas não gostei.
Acho que é isso, muitos momentos do filme me deixaram com vontade de ver de novo e de pegar os quadrinhos para mais uma leitura.
Primeiro as boas.
Os créditos de abertura estão fantásticos. Várias seqüências de cenas em câmera lenta, retratando algum momento chave. Ajudou à introduzir o mundo alternativo do Watchmen.
Gostei do visual do filme, exceto o Dr. Manhatan. É meio injusto, mas achei que ele ficou muito parecido com os quadrinhos e no fundo é um visual que não funcionou na tela.
O Rorschach ficou muito bom. "Eu não estou preso aqui com vocês, vocês estão presos comigo", muuuuuuuuuuuuuuuuito legal.
Não douraram a pílula, é uma história violenta, adulta, complexa e cínica. Teve algumas mudanças para adaptar ao cinema, mas todos esses elementos estão lá.
Minha maior crítica ao filme vai para o quarto final dele, parece que se tocaram que estava ficando longo e resolveram correr. Depois de um certo ponto começa a acontecer muita coisa muito rápido e não curti muito, acho que podiam ter adaptado melhor.
A segunda bronca é pras lutas. Achei que ficaram exageradas. Os vigilantes do universo Watchmen são homens e mulheres normais, ficou muito Matrix pro meu gosto. Eu até entendo que esse tipo de luta tá na moda e deve dar mais ibope, mas não gostei.
Acho que é isso, muitos momentos do filme me deixaram com vontade de ver de novo e de pegar os quadrinhos para mais uma leitura.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Extreme Jardinagem
A Renata me mandou um link para uma planta, uns tempos atrás. Quando eu olhei para a foto fiquei todo: "CARAL**!!! Isso existe de verdade?!"
Reproduzo abaixo a foto para vocês darem suas próprias opiniões.
O legal é que a planta existe mesmo e tem o nome científico mais divertido EVER é Strongylodon macrobotrys. O bom de não manjar nada de latim é que fico imaginando que strongylodon podia ser um dinossauro muito legal e macrobotrys, um transformer bem grandão.
Popularmente é conhecida pelo nome apropriado de Trepadeira-jade e não encontrei canto nenhum que venda por aqui (São Paulo e região).
Isso me lembra que quase sempre quando pensamos em alguma coisa bem bizarra é frequente descobrir que ela já existe, como o cinema com ingresso de R$46 e que serve pipoca com azeite trufado. Tremenda aberração.
Reproduzo abaixo a foto para vocês darem suas próprias opiniões.
O legal é que a planta existe mesmo e tem o nome científico mais divertido EVER é Strongylodon macrobotrys. O bom de não manjar nada de latim é que fico imaginando que strongylodon podia ser um dinossauro muito legal e macrobotrys, um transformer bem grandão.
Popularmente é conhecida pelo nome apropriado de Trepadeira-jade e não encontrei canto nenhum que venda por aqui (São Paulo e região).
Isso me lembra que quase sempre quando pensamos em alguma coisa bem bizarra é frequente descobrir que ela já existe, como o cinema com ingresso de R$46 e que serve pipoca com azeite trufado. Tremenda aberração.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Coraline 3D
Eu adoro o Neil Gaiman. Desde Sandman ele é um dos meus escritores favoritos. Coraline foi o mais infantil dos trabalhos dele que eu li. Lembra um tanto, Alice no país das maravilhas, tem até um gato.
Fiquei feliz de saber que a versão para o cinema estava sendo feita pelo diretor do Estranho Mundo de Jack (Nightmare Before Christmas). Ontem, sexta feira 13, fui checar o resultado.
Em geral prefiro ver as animações com o som original, mas decidi encarar a dublagem para assistir a versão 3D.
Pelo que andei lendo, o 3D tem sido um recurso de estúdios para aumentar o público de cinema. O problema é que o ingresso aumenta um tanto, isso somado ao fato que não tenho mais meia entrada, aumentou muito.
Eu uso óculos, colocar o óculos 3D por cima é bastante desconfortável, ficar 2h desse jeito é bem chato, mas valeu a pena. O 3D é muito bem feito e o tempo todo da uma noção de profundidade bem bacana.
A dublagem deixa a desejar, mas pode ser preconceito meu. Sessão com muita criança com direito a chorinho no meio e palmas no final.
Não é um filme para crianças, acho que o público mais indicado seria a partir de pré-adolescentes. Emburrados como a Coraline ou caretas como seus pais, todos tem um pouquinho pra refletir no filme.
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