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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Yuck Factor e o restaurante no fim do universo.

Em seu livro "O Restaurante no Fim do Universo", Douglas Adams descreve uma vaca desenvolvida geneticamente para querer ser morta e comida, o simpático animal desenvolvido para reduzir a culpa dos clientes chega ao cúmulo de sugerir quais os pedaços mais saborosos.

A Renata me indicou um texto no Sandwalk, The 'yuck factor', relata um artigo que traz um exercício de lógica com um tema parecido.

O artigo de Adam Shiver publicado na revista Neuroethics sugere a criação de animais geneticamente modificados para não sentirem dor. Dessa maneira todas as críticas quanto ao sofrimento de animais para abate seriam "anuladas".

O artigo faz essa sugestão como um exercício de lógica. Introduzir essa mudança realmente anularia as questões referentes ao sofrimento desses animais, entretanto nenhum vegetariano voltaria a comer carne por causa desse argumento. Essa jogada com uma hipótese extrema é uma maneira de se mostrar que no fundo a discussão sobre o sofrimento dos animais não é muito relevante quando estamos discutindo vegetarianismo vs onivorismo.

De qualquer forma, devemos estar longe de ver a vaca mutante de Douglas Adams em um futuro próximo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Seus problemas acabaram...


Estou me preparando para um concurso na Biofísica. Talvez seja uma escolha ruim, mas entre outros motivos estou mais animado para estudar física que bioquímica.

Um problema eram os livros, não tenho mais nenhum livro de física comigo. Ontem conversando com meu pai ele me lembrou do Feynman Lectures.

Para os não iniciados, Richard Feynman foi um dos físicos mais importantes do século XX e também uma figura com muito folclore em volta.

Ele foi responsável por 3 livros que são uma compilação de suas aulas de física ministradas no Caltech, o Feynman Lectures on Physics.

É um livro que sempre quis ter, mas nunca tive um bom motivo pra comprar.

Fui atrás e encontrei somente a edição em português por aqui, parece uma tradução bem feita de alguns trechos que li em inglês.

De qualquer forma fiquei muito feliz de encontrá-lo por aqui. Em uma das livrarias que fui estava esgotado e peguei o último exemplar do estoque de outra.

Curioso que a muito tempo não ficava com essa sensação de que "Meus problemas acabaram" por causa de um livro, se bem que olhando para algumas equações dele acho que os problemas só começaram.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Leitura de peixaria

Foi-se o tempo em que a única relação entre leitura e peixarias era o jornal que o peixeiro enrolava o produto.

Na Liberdade existe a muitos anos essa livraria de livros japoneses que pensando na comodidade dos seus clientes tem uma enorme peixaria nos fundos, ou será que é uma peixaria que tem uma livraria na frente?



Antigamente ela era forrada de livros de ambos os lados até a peixaria no final. Hoje em dia tem outras duas divisórias onde pode alugar vídeos e DVDs (japoneses é óbvio) e uma outra que entre outros produtos naturais pode-se comprar プロポリス (lê-se PUROPORISSU, ou Própolis se você tiver os fonemas adequados).

Além dos peixes um dos atrativos da peixaria são os diversos bentôs (marmitas) e alguns produtos mais difíceis de encontrar em peixarias convencionais.

Fica na Galvão Bueno, 364, mais ou menos aqui:


Exibir mapa ampliado

O googlemaps identificou o endereço como Peixaria Mitsugi, então vou acreditar que seja esse o nome do local e portanto é uma peixaria com uma livraria na frente.

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Coraline 3D



Eu adoro o Neil Gaiman. Desde Sandman ele é um dos meus escritores favoritos. Coraline foi o mais infantil dos trabalhos dele que eu li. Lembra um tanto, Alice no país das maravilhas, tem até um gato.

Fiquei feliz de saber que a versão para o cinema estava sendo feita pelo diretor do Estranho Mundo de Jack (Nightmare Before Christmas). Ontem, sexta feira 13, fui checar o resultado.

Em geral prefiro ver as animações com o som original, mas decidi encarar a dublagem para assistir a versão 3D.

Pelo que andei lendo, o 3D tem sido um recurso de estúdios para aumentar o público de cinema. O problema é que o ingresso aumenta um tanto, isso somado ao fato que não tenho mais meia entrada, aumentou muito.



Eu uso óculos, colocar o óculos 3D por cima é bastante desconfortável, ficar 2h desse jeito é bem chato, mas valeu a pena. O 3D é muito bem feito e o tempo todo da uma noção de profundidade bem bacana.

A dublagem deixa a desejar, mas pode ser preconceito meu. Sessão com muita criança com direito a chorinho no meio e palmas no final.

Não é um filme para crianças, acho que o público mais indicado seria a partir de pré-adolescentes. Emburrados como a Coraline ou caretas como seus pais, todos tem um pouquinho pra refletir no filme.