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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Salvo por uma bunda.

Não bem salvo... nem bem uma bunda.

Estava a caminho do TRE pela ciclovia entre Camboriu e Balneário Camboriu. A ciclovia é de duas mãos e ocupa uma das laterais da pista. Estou eu seguindo quando percebo uma van vindo a toda por uma via lateral. Como estou no sentido contrário ao dos carros me preparo para frear, já que o motorista deve estar olhando somente para o outro lado.

Magicamente ele para pegando um pedacinho da faixa de pedestre e até faz sinal para eu seguir. Sigo o olhar dos ocupantes do veículo até um pouco atrás de mim e vejo o alvo deles.

Deixo aqui os meus agradecimentos a senhorita na calçada entre Camboriu e Balneário que simplesmente por caminhar se afastando do local me salvou de alguns ogros motorizados.

Um texto mais apropriado sobre pedal e assédio pode ser lido no blog das Pedalinas.

domingo, 7 de março de 2010

Batismo em Lages

O sul em geral me trata bem. O mestrado em Porto Alegre foi das fases mais divertidas e produtivas da minha vida.

Tenho família em Florianópolis, então quando a Renata passou num concurso em Santa Catarina não houve discussão quanto a deixar Natal.

No meio do caminho a Re viu uma seleção para professor substituto em Lages. São umas 4h entre Camboriu e Lages, mas é razoavelmente perto e a vaga pode me dar alguma experiência didática que falta no meu currículo.

Passei na seleção e ai foi questão de começar os preparativos. Comprei a bicicleta dobrável com o intuito de me locomover de casa até a rodoviária em uma cidade, embarcar a bicicleta e quando chegar no destino é só desdobrar e ir pra casa.

Acontece que as aulas já começaram e eu estava atrasado. Precisava ainda arrumar um lugar pra ficar em Lages, internet, todas essas coisas.

Vi um apartamento pequenininho, mobiliado, perto da universidade, bem o que eu precisava. Fui alugar com medo, minhas experiências com aluguel até agora sempre foram de muita confusão.

Precisei de um comprovante de renda da universidade, saiu na hora. Opa!

Chegamos pra alugar, entregamos os documentos e pedi urgência.

Faremos a vistoria amanhã. Passa no fim da tarde pra pegar a chave. Aproveita já passa na Selesc e pede pra ligarem a luz que pode demorar uns dias.


Na Selesc, entreguei o documento, endereço e a moça avisou:

Leva de 2 a 5 dias úteis para instalar. Mas as vezes tem ficado pronto no dia seguinte.


No dia seguinte fui comprar coisas pra casa pra adiantar (roupa de cama, produtos pra faxina, água). Terminamos de comprar e almoçar umas 14h, decidi passar na imobiliária e o contrato já estava pronto. Assina tudo, pega as chaves e quando chegamos no apartamento, a luz já estava pronta pra usar.

Muito rápido, sem enrolação, to adorando isso aqui.

Voltamos pra Florianópolis passar o final de semana em família e hoje a tarde voltei pra Lages, testar a combinação rodoviária + bicicleta pela primeira vez.

A Re me levou até o posto rodoviário de São José, infelizmente quando fui tirar a bicicleta do porta malas a sacola ficou presa em alguma coisa e fez um rasgo na lateral.

Apesar da empresa de ônibus falar que não, o motorista faz uma parada na entrada de Lages que fica bem mais perto da minha casa, mas pra descer tinha que ficar com as coisas em cima. A bicicleta é um pouco trambolhuda, mas o ônibus tava meio vazio então ela foi ao meu lado.

Dormi a maior parte do caminho e pegamos um pouco de chuva no caminho. Ao desembarcar não estava chovendo, desdobrei a bike e pra minha surpresa quando estava no meio do caminho despencou um puta toró. Fiquei encharcado. Cheguei em casa molhado, com frio e preocupado se as minhas coisas estavam bem.

Felizmente tirando uns papeis molhados tudo parece em ordem e andar na chuva é bem divertido (depois que a preocupação com as coisas passou deu pra sacar o quanto tinha curtido o passeio).

Troquei de roupa, enxuguei o que deu, instalei o chuveiro (ainda não estreei), comi um sanduíche de peito de chester com mostarda e fiquei um bom tempo brigando com o 3G até que ele estabilizou e consegui conversar com as pessoas pelo Skype, avisar que a viagem foi tranquila e estou em casa (uma delas pelo menos).

Amanhã dou minha primeira aula como professor colaborador (substituto) e estou com o estômago reclamando e arrepios de tempos em tempos. Fico tentando me convencer que é comida inadequada e frio, mas finalmente estou deixando de ser aluno e passando para o outro lado da força.

Estreia na sala de aula amanhã.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dahon Curve D3



Não é arte moderna, nem sofri acidente. Esse é o meu novo brinquedo/utilitário. As novas definições nas minhas atividades trabalhistas vão gerar a necessidade de viajar entre duas cidades com certa frequência.

Com um pouco de sorte poderei andar de bicicleta em qualquer uma dessas duas cidades, ai veio a idéia de levar minha bicicleta comigo. Tinha lido por ai sobre bicicletas dobráveis, mas nunca fui atrás dessas coisas.

Como a necessidade surgiu corri atrás e rapidinho me informei sobre marcas e modelos. Marca a única que me sugeriram sem ressalvas foi a Dahon. Quanto aos modelos estava na dúvida entre a Curve D3 e a Eco D3 (mais barata). O test drive e uma geral nos extras da Curve na FreeCycle me fizeram decidir por ela mesmo sendo mais cara que a Eco.

A bicicleta desdobrada fica assim. Dá pra usar o sofá atrás como referência.

O plano é: Pegar minha mochila, ir de bike para a rodoviária, pegar ônibus para outra cidade. Na outra cidade, desdobra a bicicleta e pode ir montado nela pra casa.

Uma coisa ainda incomodava, apesar de desmontada ela ficar bem legal estava com medo de não deixarem embarcar, arrumar alguma confusão. Então precisava de uma capa.

Fui atrás de alguma loja de embalagens, mas domingo é difícil encontrar essas coisas. estava pensando em comprar tecido e mandar alguém costurar, ai minha mãe entrou na história.

Ela lembrou que tinha umas cortinas velhas que ia jogar fora e se ofereceu pra montar a sacola pra mim. Duas opções de estampa: bambu ou smurfs. E foi assim com muito suor e trabalho da mama que consegui uma linda sacola para carregar a bicicleta nos momentos que ela não estiver me carregando.

Bicicleta dobrada e ensacolada.

Como vai ficar carregando a bicicleta na sacola.

Ainda bem que eu não preciso pagar a mão de obra, médica costureira deve cobrar uma nota por hora. Ficou bem legal e como é reaproveitamento de pano é até ecológica. A mãe acha que não vai aguentar muito, já que o pano é bem velho. Bem, eu vou aproveitar enquanto der e até ela se desfazer.

EDIT: Quanto a bicicleta, no mesmo dia que comprei fiz o meu real test drive. Coloquei no porta malas de um amigo que me deu carona até a Henrique Schaumann. De lá fui com a Dahon até em casa, quase 9km de São Paulo, com muita subida e buraco.

domingo, 10 de maio de 2009

Patetada Ciclística

Oi pessoas, tudo muito corrido por aqui, só esperando instalar internet no apartamento novo e me mando pra lá. Se chegar a geladeira a tempo é bônus.

Faz um tempo estou me preparando pra comprar uma bicicleta aqui em Natal, a minha vai ficar em SP com o Gustavo e pela primeira vez na vida vou comprar uma.

Dei uma procurada em bicicletas, como a única marca que eu conheço é Caloi, decidi que ia ser uma dessas mesmo, conversei com umas pessoas que entendem mais do assunto (obrigado ao pessoal da Bicicletada Natal) e depois de matutar bastante fiquei em dúvida entre a Aluminum e a Snake.

Eu tinha colocado um orçamento pra bicicleta de R$500, encontrei a Aluminum por R$399 e a Snake por R$549. Mas a Snake tem câmbio Shimano, decidi então que se conseguisse a Snake por menos de R$500 era ela.

Hoje (10/05/2009) decidi que era o dia e lá fui eu pra uma sequência de patetadas tentando conseguir "a tão sonhada bicicleta" (quem não lembrou do Bozo pode tirar sarro dos leitores idosos).

1a patetada: Shopping não abre às 10 em Natal e as lojas não abrem ao meio dia, algumas nem abrem. Quanto as lojas é assim também em São Paulo, mas tive que ficar enrolando no Extra por umas 2 horas.

Com o shopping aberto fui até a Centauro, o carinha que me atendeu (Denisson) foi bem legal. Não tinha Aluminum (ahhh), mas tinha Snake por R$499 (hmmm), mas só tem a do mostruário (ahhhh), mas ela tá em ordem (hmmm), mas tá empoeirada (ahhhh), tem a Snake feminina (hmmmm), mas tá R$549 (ahhh).

Entre hmmms e ahhhs negociamos a Snake, uma trava com código e uma bomba de pneu por R$545 em dinheiro, na hora, sem mais churumelas.

2a patetada: Que não foi bem uma patetada, como não tinha o $$$ em mãos fui pegar no banco e almoçar. Na volta tinha trocado o gerente do expediente e o gerente-2, chamado Alexandre, não endossou o negócio e foi muito sem educação. Ia largar o negócio todo, mas tava querendo a bicicleta e o mesmo sem parte do desconto ainda achei uma boa, ficou por R$558,90 tudo.

A patetada é que se eu só tivesse pego o dinheiro e comprado o Denisson poderia ter ajustado a bicicleta enquanto eu almoçava. Então, além de perder o negócio que tinha fechado com o gerente-1, ainda tive que esperar pelos ajustes.

3a patetada: A patetada mor. Bicicleta ajustada, lá fui eu com ela pra testar e sair pelo estacionamento. Dei uma voltinha, pareceu tudo ok e me mandei. Sai do Shopping, mas tão preocupado que estava com carros e sentir se a bicicleta estava ajustadinha não me toquei que peguei a saída errada. Achei que estava na Salgado Filho quando na verdade estava na Bernardo Vieira.

Pior que só me dei conta muito pra frente e o que deveria ser uma volta de estréia de 4km viraram quase 13km. Bom que a cidade é bem plana e não estou fora de forma, então 13km nem cansaram.

Um pouco pelas manoplas, um pouco pelo câmbio, fiquei com as mãos doendo. Já vi também que preciso carregar mais água, no final do percurso estava desidratado.

Patetadas a parte fiquei muito feliz com a compra, não tem fotos ainda, mas talvez eu tire uma mais tarde. De volta pra pousada, mal posso esperar pra começar minha vida de ciclista por aqui.