quarta-feira, 27 de maio de 2009

Lavo, mas não cozinho.

Quando viemos para Natal estávamos decididos a não nos deixar levar pelos preconceitos.

Nada mais deprimente do que ir conhecer um lugar novo e ficar o tempo inteiro se lamentando do que deixou para trás.

Depois do desastre do fogão esse sábado eu tenho que desabafar. A parte de serviços aqui é uma merda.

Como em Natal é 220v compramos os principais eletrodomésticos novos, para ser justo e exato, não compramos, ganhamos.

A geladeira e o fogão chegaram no dia 13/5, no dia seguinte liguei a geladeira na tomada e entrei em contato com a assistência técnica da Brastemp (a única de Natal). Primeiro que me quiseram cobrar a conversão do fogão para gás de rua. Depois pediram uma tonelada de dados: nota fiscal, modelo, datas. Ai veio o golpe, "Vamos marcar para a primeira data disponível: 23/5"

CARAMBA! 10 DIAS!!! Mas tudo bem, é a única autorizada, então marca pra daqui a 10 dias.

Nesse sábado chega o técnico, olha pro fogão, pega uma etiqueta na lateral e fala: "Vou voltar lá e verificar se tem os injetores disponível".

COMO!?

"Não se preocupe, segunda feira eu confiro se tem no estoque e se tiver a gente marca pra eu vir instalar."

Dia 23 era um sábado. Segunda eu ligo para a empresa.

"Estamos fazendo ainda o fechamento de sábado, ligue depois das 10 para mais informações."

Ligo depois das 10.

"Já vou verificar se tem a peça e retorno a ligação."

Pelo menos isso foi rápido, em alguns minutos toca meu telefone.

"Senhor Daniel, não temos a peça em estoque, vamos pedir pra Brastemp e deve chegar dentro de 15-20 dias, dai marcamos a conversão."

Ai foi tudo, fiquei batendo boca com a atendente por algum tempo até que veio o golpe de misericórdia:

"Não se preocupe Seu Daniel, farei o seu pedido amanhã mesmo."

Eu desisto. Resultado, mais uns 30 dias até a instalação do fogão Brastemp aqui em casa, sendo que se no momento que eu agendei o serviço tivessem visto que não tinham a peça e encomendado pra fábrica, seriam daqui uns 5-10 dias só.

Hoje para melhorar meu ânimo chegou a máquina de lavar, ainda bem que não preciso de ajuda externa para instalar, só comprei uma torneira adequada e com a ajuda da Renata já está tudo funcionando.

Graças a incompetência do serviço da Brastemp em Natal eu lavo, mas não cozinho. Pelo menos por mais aproximadamente um mês.

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EDIT: Só pra adicionar um comentário, ante-ontem eu lavei uma porção de roupa na munheca, mas como tá chovendo horrores e eu não consegui torcer direito tava tudo cheirando à cachorro molhado. Tive que lavar tudo de novo na máquina, espero que agora seque.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Conexões

QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Carlos Drummond de Andrade


Felizmente para mim ainda tem muito o que descobrir em neurociências.

A memória muitas vezes se comporta como o poema de Drummond, um pedaço de informação pode puxar uma trilha de outras que nunca sabemos onde vai parar.

Durante um concurso me perguntaram sobre neurotransmissores que não seguem a liberação sináptica.

Ali, naquele momento de nervosismo eu só consegui me lembrar de neurotransmissores gasosos, NO e CO.

Depois da prova uma série de informações que estavam "represadas" pularam para consciência. Os neurotransmissores lipossolúveis.

Neurotransmissores que "dissolvem" em gordura passam direto pela membrana e portanto não são estocados ou liberados por vesículas sinápticas. Mas o legal é a trilha de informações que se formou na cabeça puxando essas informações, foi mais ou menos isso.

1) Lembrei de ter lido a descoberta de um ligante endógeno do receptor de canabinóides.
We're all potheads deep inside - Simplificando, nós fabricamos nossa própria maconha.

2) Isso puxou a lembrança do bolo de maconha.
Para fazer o bolo a maconha é misturada com a manteiga, como o THC (substancia ativa da maconha) é lipossolúvel ela passa para a manteiga que pode ser usada na produção de alimentos que dão barato.


Resultado:

3) GAH! Canabinóides são lipossolúveis e possuem um receptor próprio.

E foi mais ou menos isso. Queria que essa história fosse sobre como a maconha salvou minha prova, mas vai ter que ser só um comentário sobre como a memória deixa passar as coisas nos momentos mais críticos.

sábado, 23 de maio de 2009

Trabalho, trabalho, trabalho

Nunca achei que trabalho fosse relativo. O pessoal por aqui trabalha pacas, muito mais do que eu costumava trabalhar durante o doutorado.

Ainda assim é normal ver os chefes reclamando que ninguém trabalha, ou que trabalha pouco.

Ontem percebi um dos motivos dessa diferença de percepção.

Por acaso foi um dos dias que mais trabalhei por aqui, não parei o dia todo, corri atrás de cotações de preço de material, pedidos para assistências técnicas, lavar material, manutenção dos equipamentos, lava isso, guarda aquilo, conversa com suporte técnico, escreve e responde um buzilhão de e-mails.

E a verdade é que nenhum resultado foi gerado. A quantidade de trabalho necessária para a manutenção aqui é gigantesca. Por exemplo, no doutorado usávamos muito material estéril descartável, aqui tem que ser tudo lavado, separado, preparado e autoclavado, consumindo semanalmente uns bons 2-3 dias de trabalho de alguém (dividimos isso em 3 pessoas por enquanto).

Devo confessar que o meu ladinho ecológico adora reaproveitar material ao invés de usar descartável, mas no final somos cobrados por resultados e essa manutenção toda não é levada em conta.

Para uns a medida do trabalho é o tempo gasto e esforço colocado, enquanto que para outros é o produto gerado, é frustante que nem sempre (ou quase nunca) os dois correspondem.

domingo, 17 de maio de 2009

Seja Burro



As vezes o difícil é arrumar o substituto correto, para algumas coisas é fácil encontrar, levar uma sacola de pano ou ir de mochila até o supermercado é tranquilo, mas e o lixo em casa?

Hoje fui ao supermercado e encontrei isso:



Fiquei por alguns momentos pensando no que fazer. É mais caro que os sacos plásticos mais baratos, mas não é tão mais caro que algumas outras marcas. Bem, quem sabe se a gente começar a usar as coisas barateiam. Comprei. Minha idéia é ter uma lixeira maior pra esses sacos e ir recolhendo o lixo das outras lixeiras, assim não joga saco fora com pouca coisa e não deve demorar tanto pra encher. vamos ver se dá.

Primeira ceia

O fogão já foi entregue, mas conseguir agendar a instalação é outra história. Tem uma autorizada Brastemp em Natal e como a primeira conversão é gratuita tem que ser com eles.

Como eu já esperava que o fogão fosse demorar eu comprei um grill elétrico. Primeira refeição em casa: 2 sanduíches lombo defumado e queijo no pão integral.



Comi direto do grill, usando papel higiênico como guardanapo, é uma droga já que papel higiênico deixa uns fiapos.

Montar apartamento é assim, cada dia você percebe que está faltando alguma coisa. No dia seguinte comprei uns pratos, copos e talheres e minha segunda refeição foi mais arrumadinha.



O cardápio foi bem parecido, agora acompanhado de iogurte de morango. Com o prato e copo já deu pra ir comer na sala, entretanto ainda direto do chão.

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sábado, 16 de maio de 2009

Vou pra casa.

Nessa sexta essa frase teve um sentido todo especial. Depois de quase 2 meses morando em uma pousada finalmente estou indo para um apartamento onde eu e a Renata vamos morar por pelo menos um ano.

Ainda está muita coisa precária, mas se tudo correr bem colocarei essa mensagem no blog no sábado assim que instalarem meu acesso à internet.

Tanta coisa pra arrumar e tão pouco tempo.

Internet, varal, fogão, mas o teto está pronto e a mudança está a caminho. Os amigos façam o favor de entrar em contato e agendarem suas viagens, estamos organizando um cantinho amigável e aconchegante por aqui.

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Internet instalada com sucesso. Eles chamam de 1M mas é só 500k por enquanto, 1M só em Junho (ou Julho, não lembro).

domingo, 10 de maio de 2009

Patetada Ciclística

Oi pessoas, tudo muito corrido por aqui, só esperando instalar internet no apartamento novo e me mando pra lá. Se chegar a geladeira a tempo é bônus.

Faz um tempo estou me preparando pra comprar uma bicicleta aqui em Natal, a minha vai ficar em SP com o Gustavo e pela primeira vez na vida vou comprar uma.

Dei uma procurada em bicicletas, como a única marca que eu conheço é Caloi, decidi que ia ser uma dessas mesmo, conversei com umas pessoas que entendem mais do assunto (obrigado ao pessoal da Bicicletada Natal) e depois de matutar bastante fiquei em dúvida entre a Aluminum e a Snake.

Eu tinha colocado um orçamento pra bicicleta de R$500, encontrei a Aluminum por R$399 e a Snake por R$549. Mas a Snake tem câmbio Shimano, decidi então que se conseguisse a Snake por menos de R$500 era ela.

Hoje (10/05/2009) decidi que era o dia e lá fui eu pra uma sequência de patetadas tentando conseguir "a tão sonhada bicicleta" (quem não lembrou do Bozo pode tirar sarro dos leitores idosos).

1a patetada: Shopping não abre às 10 em Natal e as lojas não abrem ao meio dia, algumas nem abrem. Quanto as lojas é assim também em São Paulo, mas tive que ficar enrolando no Extra por umas 2 horas.

Com o shopping aberto fui até a Centauro, o carinha que me atendeu (Denisson) foi bem legal. Não tinha Aluminum (ahhh), mas tinha Snake por R$499 (hmmm), mas só tem a do mostruário (ahhhh), mas ela tá em ordem (hmmm), mas tá empoeirada (ahhhh), tem a Snake feminina (hmmmm), mas tá R$549 (ahhh).

Entre hmmms e ahhhs negociamos a Snake, uma trava com código e uma bomba de pneu por R$545 em dinheiro, na hora, sem mais churumelas.

2a patetada: Que não foi bem uma patetada, como não tinha o $$$ em mãos fui pegar no banco e almoçar. Na volta tinha trocado o gerente do expediente e o gerente-2, chamado Alexandre, não endossou o negócio e foi muito sem educação. Ia largar o negócio todo, mas tava querendo a bicicleta e o mesmo sem parte do desconto ainda achei uma boa, ficou por R$558,90 tudo.

A patetada é que se eu só tivesse pego o dinheiro e comprado o Denisson poderia ter ajustado a bicicleta enquanto eu almoçava. Então, além de perder o negócio que tinha fechado com o gerente-1, ainda tive que esperar pelos ajustes.

3a patetada: A patetada mor. Bicicleta ajustada, lá fui eu com ela pra testar e sair pelo estacionamento. Dei uma voltinha, pareceu tudo ok e me mandei. Sai do Shopping, mas tão preocupado que estava com carros e sentir se a bicicleta estava ajustadinha não me toquei que peguei a saída errada. Achei que estava na Salgado Filho quando na verdade estava na Bernardo Vieira.

Pior que só me dei conta muito pra frente e o que deveria ser uma volta de estréia de 4km viraram quase 13km. Bom que a cidade é bem plana e não estou fora de forma, então 13km nem cansaram.

Um pouco pelas manoplas, um pouco pelo câmbio, fiquei com as mãos doendo. Já vi também que preciso carregar mais água, no final do percurso estava desidratado.

Patetadas a parte fiquei muito feliz com a compra, não tem fotos ainda, mas talvez eu tire uma mais tarde. De volta pra pousada, mal posso esperar pra começar minha vida de ciclista por aqui.