segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2009-2010

Feliz Ano Novo!

Parte da graça do blog pra mim está em refletir e ocupar tempo ocioso. Outra muito importante também, é registrar coisas para não esquecer.

Essa vida de sem teto tira a vontade de escrever, tem muita coisa pra fazer e ultimamente mal tenho parado em um lugar.

De Uberlândia fizemos uma breve pausa em São Paulo, depois segui para Indaiatuba, passar o Ano novo com outra parte da família.

O Natal foi excelente, os maiores presentes pra mim foram o Gabriel aprender meu nome (DanDAN) e a cara do meu vô bravo quando falei que minha esposa vai me sustentar.

Teve muita coisa divertida, inclusive a surpresa de saber que uma prima está grávida e vai casar. Eu nem sabia que ela estava namorando.

Em São Paulo conseguimos cumprir algumas das metas gastronômicas estabelecidas:

Joelho de Porco no Deigo. Muito legal, o molho era excelente, mas a relação osso/carne era um tanto dura. Muita pele e cartilagem para pouco músculo... vai ver por isso que o molho era bom.

Lamen e Teishoku no Kido Airaku. Melhor lamen que já comi, mas um pouco caro.

Ambos restaurantes de japoneses para japoneses, com cardápio bilingue, ficamos um pouco deslocados, os únicos que não falavam japonês no recinto.

O Kido me surpreendeu com o "pingado desconstruído", nome que dei pra sobremesa de gelatina de café com leite condensado.

Teve uma passagem pelo Il Viteloni que acabou mudando para jantar no Fifties. A pizzaria fez um merecido recesso de fim de ano, a visita vai ficar para 2010.

A passagem de ano foi em Indaiatuba, com muitas crianças. Muitos primos deste lado da família já procriaram e a próxima geração toda estava lá.

Tive uma overdose de Gabriel, Sofia, Giulia, Marquito, Mariana, Jo-jo. Devo dizer que em muitos momentos estava com a resolução que os únicos genes meus que passariam pra frente seriam os dos filhos do meu irmão. Ser tio já cansa pencas, imagina, pai.

Mas no fundo a experiência é bem compensadora. Imaginar que temos uma parte no que essa garotada está virando no futuro é bem interessante. Mesmo que seja levar umas porretadas, socos, apartar brigas, responder "porques", jurar que alado quer dizer "duas bundas", ensinar a jogar nintendo wii.

Gostei muito de brincar com o Gabriel, brincar de morrer cheirando um pilãozinho, de fazer ding nas plantas, fingir ser acordado e nanar repetidamente.

A passagem de ano teve algumas reflexões dietéticas também. Alguns dos parentes estão com o peso acima do saudável. Era até bobo ver as tias que fizeram uma tonelada de doces e comida falando que eles tem que fazer dieta. E eu lembro que são as mesmas pessoas que a vida toda me incentivaram a comer muito. Não entenda mal, não estou culpando ninguém, é só que na minha família muito carinho era feito pelo estômago, fazendo o que um gosta e comendo muito pra mostrar que gostou.

Pra mim foi um choque quando a Renata me mostrou que não precisa comer até passar mal, dá pra comer só até ficar satisfeito.

Mas não é fácil, principalmente quando tem um monte de coisa que você gosta de comer na sua frente. Falei com meu primo, dieta começa no supermercado. É difícil começar uma dieta quando sua dispensa está cheia de chocolate. O lance é procurar uma nutricionista, bolar coisas que sejam compatíveis com a sua rotina e seguir o melhor que dá.

De resto percebi que ando muito nervoso. Gritei demais quando as coisas não eram feitas do jeito que eu queria, coisa muito feia e me senti mal depois. Me senti ridículo de perceber que tinha gritado por causa de uma concha (de cozinha, não do mar), pior ainda ter ficado com raiva disso por muito tempo. Raiva mesmo.

Talvez seja uma boa resolução de ano novo, tentar ser mais controlado, não gastar tanta energia machucando pessoas que eu gosto com coisas tão sem importância.

Possível que estar tão impotente frente as coisas que realmente incomodam me fazem descarregar onde não devia. Isso pode até ser explicação, mas não justifica machucar quem a gente gosta.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Road Trip 5 - De Natal para o Natal

O fim de tarde e noite em Montes Claros foi mais divertido do que eu esperava. Saímos pra andar um pouco pelo centro da cidade, mais por obrigação do que por vontade.

Da janela do quarto dava pra ver uma igreja, fomos até lá e vimos que ia ter uma apresentação de seresteiros na praça. Como só ia começar às 18:30 deixamos pra voltar depois. Pegamos pipoca numa carrocinha da praça e continuamos caminhando.



Muita loja com roupa estranha, bombonieres e armarinhos. Encontramos então mais uma praça, onde estava se armando uma feirinha com comidinhas e artesanato.




Jantamos na feirinha, um prato feito de arroz com pequi, feijão tropeiro, farofa de carne e vinagrete e um prato de carne de sol com mandioca.





Depois voltamos pra apresentação, vimos um coral e um grupo de seresteiros. Muita música natalina, ficamos cansados logo e voltamos pro hotel descansar.




O trecho Montes Claros, Uberlândia é o mais longo da viagem, então decidimos sair bem cedo. Acordamos às 6, café e rua. Apesar de ser o mais longo não tinha nada de novo, sem fotos dessa vez. Acho que estamos cansados de viajar.

O ponto alto da viagem foi chegar perto de Patos de Minas, onde fica o "Cinturão da Pamonha". A Re sabia de um lugar que tinha uma pamonha famosa, mas a quantidade de cartazes para pamonharias, "casa da pamonha" era enorme.

Como o tanque estava pela metade decidimos abastecer e pedir informações.

Eu: Oi, por acaso você sabe de um lugar por perto que tem uma pamonha famosa...

Frentista 1: O Aguinaldo da Pamonha.

Eu: Esse. Como chega lá.

Frentista 1: Seguindo na estrada tem um trevo feio, faz o retorno pra pegar pra esquerda.

Frentista 2: Ele tá indo no Aguinaldo da Pamonha?

Frentista 1: É.

Frentista 2: O trevo tá sendo construído, tem que fazer o retorno mais pra frente, viu.

Cara-que-tava-enchendo-o-tanque: Prá ir pro Aguinaldo não tem erro, não, faz o retorno quase no outro posto, é uns 2km pra dentro da BR.

Frentista 2: O trevo é bem feio. Mas até a copa que vem eles acabam.


Com tanta propaganda eu tinha que checar e devo dizer que a pamonha do Aguinaldo é boa mesmo. Comemos uma doce e uma salgada (com linguiça e queijo). Eu compartilhava a opinião da mãe da Renata, que pamonha salgada é desperdício de boa pamonha, mas no Aguinaldo eles tem a opção da pamonha frita. Pamonha salgada frita é fenomenal. Deu vontade de agendar uma volta por Patos de Minas. Como não dá, compramos uma porção de pamonha para comer com a família, infelizmente a porção virou porcinha, tá com muito mais gente do que pamonha. Ainda bem que Natal é tempo de compartilhar.

O resto do caminho não teve erro e logo chegamos em Uberlândia e na casa alugada para toda a tropa.

Terminamos a primeira e mais longa etapa da nossa viagem, saíndo de Natal para passar o Natal com a família.

Não sei se passo por aqui antes, mas para todos fica o meu Feliz Natal.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Road Trip 4 - De volta ao Sudeste

A noite em vitória da Conquista guardava ainda uma surpresa, frio. Não sentia frio desde Florianópolis e francamente não esperava por isso na Bahia.

Batemos uma foto depois do jantar, olha a gente passando frio com Vitória da Conquista ao fundo.


Saímos quase 8 da manhã em direção à Montes Claros. Novamente fiquei chocado com a quantidade de gente na beira da estrada pedindo esmola. A cada tantos quilômetros aparecia um povoado e por perto muita gente na beira da estrada. Isso seguiu até sairmos da BR-116.

Entramos em Minas Gerais e pouco depois trocamos de estrada para a BR-251. Não tinha mais gente pedindo dinheiro na beira da rodovia, na verdade não tinha gente e por um longo trecho do caminho, mal tinham carros ou caminhões. Os poucos que apareciam a gente conseguia ultrapassar logo e seguir quase sem precisar reduzir a marcha.

O cenário era composto somente de eucalípto, pinheiros e cerrado. Ainda bem que estávamos com o tanque cheio antes de sair de Vitória da Conquista, foram pouquíssimos postos de gasolina até Montes Claros.



Almoçamos no primeiro posto que apareceu, um quilo bem decente, infelizmente não faço idéia de onde fica. Em algum lugar da BR-251.

Um tempo depois apareceu um par de ciclistas na pista, em certo ponto o acostamento virou um caco e um deles foi rodando na nossa frente. Era um trecho de descida sinuoso e não ousamos ultrapassar o ciclista. De qualquer forma fiquei impressionado, segundo o nosso velocímetro o cara tava fazendo mais de 60km/h.



A chegada em Montes Claros teve duas surpresas chatas. Uma que o google maps tem a mão errada de várias ruas, foi triste chegar no hotel. A segunda, que o hotel fica no centrão da cidade e o estacionamento deles é separado do hotel. Estava um tanto estressado de largar o carro semi carregado na mão de manobrista, mas já resolvemos isso com o pessoal do hotel, descarregamos o que deu do carro e depois vou com eles levar o carro para lá.


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Atendendo a pedidos

Minha prima Sílvia se mudou para Inglaterra. Como toda pessoa que está longe ela sente falta da família e principalmente do novo membro, o Gabriel.

Falei com a minha mãe agora a pouco e parece que a Sílvia anda olhando o blog, mas ela não tá nem ai com minha viagem Norte-Sul, só quer saber do Gabriel.

Acontece que eu também estou longe do garoto e no geral dependo do meu irmão para me informar.

Atendendo a pedidos vou colocar alguns Screenshots que tirei do Skype:




Minha mãe falou que agora o Gabriel mostra a língua até pra foto minha





E aqui uns vídeos feitos com o celular em Floripa:

Gabriel e o Carrinho de bebê:


Gabriel caminhando com a Sophia e o pai Gustavo. Engraçado que ele não gostava muito de dar a mão, mas pra Sophia ou pra Giulia ele ia sem problemas.

Road Trip 3

Terceiro dia, finalmente uma noite bem dormida. O café da manhã no Hotel Acalanto em Feira de Santana era muito bom, tão bom que comi demais e tive problemas mais tarde.

Saímos cedo, o caminho até Vitória da Conquista é o mais curto da viagem e nossa próxima parada tem piscina e lugar para descansar.

EDIT: Saindo de Feira de Santana, olha só o trânsito, felizmente no sentido contrário, mas tinha caminhão a dar com pau pelo nosso caminho também.



EDIT: O cenário ficou mais agreste, normal, já que estamos a caminho do interior da Bahia. Ainda assim é mais verdinho do que eu esperava.



A paisagem foi a mais bonita até agora, não sei o que são os morros/montes/colinas ao fundo, mas eram lindos, as fotos não fazem jus.









Tirei tanta foto nesse trecho que tive até que ligar o notebook e limpar o cartão de memória. Infelizmente o caminho piorou depois disso. Entre São Estevão e Milagres da Mata apareceram umas cabanas improvisadas na beira da estrada. Primeiro não entendemos o que era, mas logo apareceram pessoas estendendo a mão. Parecia filme apocalíptico com as pessoas se esticando pros carros. Triste demais.

Alguns km depois o excesso de café da manhã começou a fazer efeito. Precisei ir ao banheiro e não era pra fazer xixi. Bateu o medo. Se o posto de gasolina tá caindo aos pedaços, imagina só o
banheiro dele.

Numa cidade maior (achei que era Jequié, mas ainda faltava uns 40km) encontramos uma parada mais ajeitada, apesar disso, ainda bem que temos papel higiênico no carro.

Passado o sufoco seguimos direto. Como era o trecho menor, deixamos para almoçar em Vitória da Conquista.

O Hotel é ótimo, mas tava com uma confraternização barulhenta acontecendo. Tinha um cara tocando violão, quando chegamos era MPB e rock brasileiro, de repente, começou uns pagodes, axés e Banda Grafitte. Terminamos de comer e voltamos pro quarto.

Aproveitei que aqui é mais arborizado e fui checar as minhocas. Estão todas bem, joguei umas folhas secas pra elas. Tá com mosquinha ainda, espero que ao mexer melhore um pouco a aeração.

Estamos a caminho e hoje é dia pra descansar.


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Road Trip 2 - Do Luxo ao Lixo

A noite foi ultra-mal dormida. Eu já não tinha curtido o recepcionista do hotel criando caso com a minha hora de chegada, o colchão mole e o wireless meia-boca não ajudaram, mas o ar-condicionado com motor de caminhão foi de chorar. Se eu desligava não dormia por causa do calor, se ligava não dormia por causa do barulho.

Levantamos 6:10 sem despertador.

O café era bom, só tava lotado com os candidatos de um concurso para algum cargo do judiciário. Na hora de carregar o carro uma péssima surpresa, drosófilas por todos os lados. A Re começou dirigindo e eu tentei matar o que deu para não atrapalhar a viagem.

A saída de Maceió foi meio chata, demoramos pra achar sinalização e o frentista dum posto mandou a gente pro lado errado, mas percebemos a tempo e fomos para o lado certo.


BR-101 até Aracaju.

Sei que é uma impressão superficial de quem só passou um dia viajando por uma estrada principal através do Estado, mas se fosse para descrever Alagoas:

"Tirando Maceió, Alagoas é cana e miséria" - o resto do caminho é todo plantação de cana mesmo, pontuado por alguma usina de cana e marcado de casas precárias.



Atravessamos o Rio São Francisco e entramos em Sergipe. Enquanto minha noção de AL era baseada em ter sido governada pelo Collor, eu não tinha idéia do que ia encontrar em Sergipe. Para mim SE era aquele triangulinho onde a Bahia encontra o resto do nordeste.

Se AL é cana e Miséria, SE é gado e solidão. Enormes pastos, um pouco de mato e a cada tantos quilômetros uma casa.


Isso só muda em Aracaju. Fomos até a praia para almoçar, como estava cedo (11h) a escolha foi pelo que estava aberto. Peixe frito na telha com arroz e pirão em um quiosque grandão na praia. O que me impressionou na praia foi como a faixa de areia é longa e a avenida fica bem longe do mar, muito legal. Espero que mantenham assim.

Na saída de Aracaju passamos em um supermercado e eu comprei alguns sacos de algodão (aqueles que dá pra usar de pano de chão) e fizemos uma "capa" para o minhocário usando fita adesiva, quem sabe pelo menos mantém as moscas presas.

Seguimos de Aracaju até Feira de Santana. A estrada é muito mal sinalizada e quase perdemos nossa saída. Os departamentos responsáveis pelas placas deviam adotar o lema:

Osta, osta, osta, sinalização é o nosso forte.


Na Bahia tivemos que entrar no acostamento duas vezes para evitar acidentes com veículos vindo na contra-mão (um caminhão e um carro). As estradas estão melhores, mas o tráfego é mais intenso.

Tirando isso foi bem tranquilo e estamos ficando melhores em ultrapassagens ousadas e chegamos em Feira de Santana ainda com sol.


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EDIT: Esqueci de comentar, o hotel em Feira de Santana é muito melhor, Acalanto. Ar condicionado Spliter, wireless descente, vamos ver o café da manhã.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Road Trip 1 - Extreme Turismo

Começamos a nossa grande migração. Rumo ao sul em busca de climas mais amenos e trabalhos com estabilidade. Depois de encerrar prematuramente a temporada em Natal, encaixotamos a mudança e hoje às 8 da manhã partimos de Natal.

Nossa última refeição em Natal foram os restos mortais da pizza de ontem requentados no forninho elétrico da pousada. Jantamos na Trattoria del Pescatore para comer pela última vez a pizza do Mauro. Recebemos a notícia que ele também está de partida, a vida de pizzaiolo em Natal não decolou e, assim como nós, Mauro está se preparando para novas empreitadas.

Desde que a mudança foi despachada estávamos na Pousada Avarandas de Ponta Negra, onde fiquei hospedado logo que cheguei em Natal. Carregamos o carro, Wii, Carmen, malas, alguns eletrodomésticos, minhocas. Um probleminha que tive com as minhocas logo se tornou um pequeno estorvo no carro. Uma coisa é ter drosófilas na varanda, outra é dentro do corsa. Matamos muita mosquinha a viagem toda, mas não para de aparecer mais, espero que diminua com o passar dos dias.

Eu comecei guiando e revezamos pela primeira vez em Bayeux. Seguimos até Recife e a primeira parada pra valer foi na Livraria Cultura. Comprei presente de Natal para o meu vô e para a Renata.

Depois, uma parada rápida na Casa dos Frios para comprar um tradicional bolo de rolo pro Natal.

Por fim, almoço no Sushi Yoshi, temaki de agulhão, um sashimi/sushi teishoku, fazia tanto tempo que eu não comia missoshiru e gohan, fiquei emocionado. Café pra dar uma acordada e lá vamos nós.

Decidimos seguir a recomendação do Guia 4 rodas e ir pela PE-60/AL-101 até Maceió. Pedi informação num posto e foi engraçado, o cara explicou direitinho, mas eram uns 5-10km entre cada ponto de referência que ele me passou, eu estava crente que estava perdido, ai aparecia o posto BR grandão, ou a concessionária da Volvo.

A PE-60 é pista simples, mas está bem asfaltada, tem pouco caminhão e em alguns trechos dá pra ver o mar. Deve ser legal se tivéssemos mais tempo para encostar nas praias, ao invés de só passar correndo. A paisagem é basicamente só cana. Me parece até um roubo ver tanta cana plantada e o litro do álcool no posto estar 1,90.

O cheiro é outra coisa a parte, uma mistura de melado e azedo das usinas/engenhos, quem conhece sabe do que estou falando. Além da fumaça das queimadas.

Alguns trechos tem reflorestamento e fazem pensar, se em poucos anos a terra batida vira uma pequena floresta, imagina só o que daria pra fazer. É só pisar no freio que o planeta dá um jeito de se virar. Ou quando terminarmos nosso suicídio coletivo, em poucos anos não sobra traço que estivemos aqui.

O choque foi entrar em Alagoas. Depois do Collor e dos Malta, fiquei com a impressão que AL era terra de ninguém, comandada com punho de ferro por mafiosos malvados. Pois bem, acho que é assim mesmo. Quando a PE-60 vira AL-101 tudo piora. As casas e cidades pelo caminho passam de turísticas para miseráveis, a sinalização some e o asfalto piora. Isso vai assim até Maceió.

No caminho liguei para o hotel para avisar que íamos atrasar:

Oi temos uma reserva em nome de Renata para hoje ás 18, queria avisar que vamos atrasar um pouco.

A reserva é até as 18.

Eu sei, por isso estou ligando para avisar que vamos atrasar, mas que nos chegamos ainda hoje.

A reserva é até as 18, depois disso eu tenho que liberar o quarto.

Demorou pra convencer o cara que eu ficar 24h ou 2h não fazia a menor diferença e eu ia pagar igual. Está com um concurso em Maceió e muitos hoteis estão lotados.

Maceió lembrou muito Recife, cara de cidade grande com praia. Fomos direto pro hotel Blue Mar, o estacionamento é aberto na calçada, o que me preocupa um pouco. As coisas mais importantes trouxemos pro quarto.

Saímos para jantar a pé. Caminhamos pela beira da praia e jantamos em uma barraca curiosa. Os sucos diferentes até que já vi em outros lugares, mas os sanduíches de filé ao vinho com ervas finas, queijo e mostarda; ou chutney de manga, ricota e berinjela, chamaram a atenção.

Tomamos dois sucos (maçã, abacaxi e gengibre; laranja, maracujá e gengibre) e comemos o sanduíche de filé. De volta pra pousada, escrevendo o diário de viagem e preparando para dormir. Amanhã acordamos às 6 para começar o dia 2.

Montei um mapa com os pontos principais e vou atualizando durante a viagem. Mais pra frente vou escrever com algumas fotos da viagem.


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Sobre o título, o Extreme Turismo é que fizemos 4 Estados em um dia, RN->PB->PE->AL amanhã é AL->SE->BA. Desejem-nos sorte.

EDIT: Esqueci de comentar que chegamos no Hotel em Maceió às 19h, tirando às 2h de parada para compras, almoço e ficar perdido em Recife, foram 9 horas no volante divididas entre nós dois.