domingo, 6 de dezembro de 2009

Borboletas

Uns tempos atrás estávamos com 3 membros da próxima geração da família no carro. Gabriel, Sophia e Giulia.

Lá pelas tantas começamos a cantarolar com as crianças e para desgosto dos outros adultos ensinei pras meninas a música da velha a fiar.

Pra quem não sabe, é uma canção popular que virou o primeiro video clipe brasileiro em 1964 (a música mesmo começa lá pelos 2:20):



Depois começamos a inventar, com outros animais, nomes de parentes e por fim a versão escatológica que as minhas priminhas ainda estão cantando.

Estava o Gabriel a nanar,
veio o coco lhe incomodar,
Coco no Gabriel, Gabriel a nanar.

Estava o coco no seu lugar,
veio o pum lhe incomodar,
pum no coco, coco no Gabriel, Gabriel a nanar.

Estava o pum no seu lugar,
veio a rolha lhe incomodar,
rolha no pum, pum no coco, coco no Gabriel, Gabriel a nanar.

Estava a rolha no seu lugar,
veio o dedo lhe incomodar,
dedo na rolha, rolha no pum, pum no coco, coco no Gabriel, Gabriel a nanar.


Minha imaginação estava acabando e pedi ajuda. A Giulia sugeriu um anel (anel, dedo, tem algo a ver). A Sophia falou borboleta.

"Borboleta Sophia? Que que tem a ver borboleta?"

"Eu gosto de borboleta."

Vai discutir com uma lógica dessas. Bom que já estávamos chegando e a música acabou.

Mas o "Eu gosto de borboleta" virou um mote entre eu e a Renata, para ser usado em qualquer momento inapropriado.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O mundo não precisa da gente

Tenho andado cada vez mais preocupado com a vida num sentido geral.

Essa sensação de que o mundo está indo pro buraco não é boa. Agora que cheguei num ponto que posso parar pra pensar no futuro estou encucado com o que fazer.

Outro dia a esposa me falou uma coisa que fez pensar.

Sabe todas essas campanhas de "Salve o Planeta", "Proteja a Amazônia", "Salve as baleias"? Pois bem, é tudo mentira. Se olharmos direito, todas elas tem que ser substituídas por uma única campanha: "SALVE-NOS!".

Vamos olhar a sério: Essa ridícula noção judaico-cristã que Deus deu ao homem domínio sobre todos os animais é uma tremenda besteira. Da mesma forma a vida no planeta não precisa de nossa ajuda pra sobreviver. É claro que temos o potencial de extinguir quase a totalidade das espécies da Terra, nos removendo no processo. Entretanto, vida vai continuar existindo.

Caramba, conhecemos diversos organismos que vivem em condições extremas. Quem sabe ao sairmos do caminho algumas dessas espécies vão ser capazes de ocupar nichos ecológicos novos, novos isolamentos geográficos, pressões seletivas, variação, seleção, evolução.

Tudo o que se propõe, todas essas tentativas ecológicas, são para mantermos um mundo em que a gente possa viver, vida vai existir com ou sem esse macaquinho pelado egocêntrico chamado Homo sapiens.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

I am a paleontologist

Comentei por aqui sobre o They Might be Giants e o seu novo CD/Projeto "Here comes science".

Achei umas (ou várias) cifras deles num wiki não-oficial e estava praticando uma das músicas.

sábado, 21 de novembro de 2009

Vende-se

Depois do ficar impressionado pelo Progresso nas estradas do RN, outro ônibus me impressionou pela coragem.

Esse incrível exemplo do ponto que chegou a comercialização da fé, não basta mais vender terrenos no céu, agora vão direto ao JC.



Além de tudo esse é esperto, está tentando retirar os atravessadores (padres, pastores) e vender ele diretamente, deve rolar um descontinho bacana e ele lucra mais.

Então não esqueçam, se alguém quiser comprar Jesus, esse cara tá vendendo, é só ligar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fazer um pouquinho.

Todo dia pego me perguntando o que dá pra fazer pra não ser TÃO parte do problema.

Notícias, blogs e twitters que acompanho me avisam diariamente de tudo que estamos fazendo de errado, lixo, consumo, C02, Global Warming, trabalho escravo.

Algumas coisas eu vou tentando. Nós separamos o lixo. Dentro do possível tento consumir produtos que tenham uma postura sustentável ou socialmente consciente (o que quer que isso queira dizer), separo o lixo para reciclagem, não jogo gordura na pia (o certo é separar em uma garrafa e jogar no lixo comum ou melhor ainda, levar para reaproveitamento).

Dentro dessas idéias já tinha ouvido falar do Google Black, com o conceito de diminuir o consumo de energia simplesmente por tornar a página inicial do Google totalmente preta. Faz sentido, já que tela mais escura usa menos energia e de pouquinho em pouquinho a galinha morre de fome.

Esses dias me passaram um semelhante ao Google Black, o Eco4Planet que expande no conceito direcionando uma parte dos fundos gerados no site para o plantio de árvores.

Coloquei como página inicial e outra dica legal dele que a Renata passou, dá pra colocar naquela busca rápida do Firefox. Ele usa o mesmo engine de busca do Google, mas aproveita para plantar umas árvores no caminho.

Não sei se é verdade, mas pelo menos contribuo com a tela preta e limpo um pouquinho minha consciência.

PS: tenho sido tão Ecochato que é impressionante a Renata não ter me mandado pastar.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Viva a globalização?

Eu sinto saudades do cachorro quente de São Paulo. Sinto mais saudades quando ao contar para alguém sobre o cachorro quente vem a resposta: "Pure de batata?!"

Apesar disso, tenho minha própria receita de cachorro quente.



Bem, a receita não é minha, é francesa, mas graças aos milagres da globalização temos aqui o resultado.

Uma baguete francesa, com salsicha alemã e queijo italiano.

Na verdade o pão é da Pão & Companhia, a salsicha é da Eder e o queijo é uma muçarela fior de late de uma empresa aqui de Natal.

Receita:

Ligue o forno no alto para pré-aquecer.

Molho de tomate
Dessa vez eu usei uma lata de tomate pelado, com uma lata de água (lavando a lata para pegar todo o tomate). Ponha no fogo e esmague os tomates, misture um caldo de carne em pó pra temperar e deixa até ferver.

Quando estiver fervendo bem, coloque as salsichas, desligue o fogo e tampe. Essas eram salsichas Frankfurter da Eder, eles recomendam 5min de cozimento.

Corte a baguete em pedaços que comporte a salsicha. Eu fiz a abertura por cima, facilita na hora de assar.

Rale o queijo grosso.

Quando a salsicha estiver pronta, coloque molho no pão, se quiser mostarda e/ou ketchup eu prefiro por dentro do pão dentro antes da salsicha, mas dessa vez esqueci, por isso que está por cima.

Cubra com o queijo ralado e leve ao forno até o queijo derreter.


Essa foi a versão Gourmet, com ingredientes bem bacanas, mas funciona também com pão francês, salsicha e queijo genérico.

Só não vai economizar na mostarda, na dúvida, leiam aqui o que o Antonio Prata tem a dizer sobre mostarda vagabunda.

domingo, 8 de novembro de 2009

Conhecer o Nordeste

Com um pouco de tempo disponível decidimos passear. Destino: Recife.

Pegamos o carro e lá fomos nós. São pouco menos do que 300km pela BR-101. Levamos quase 5 horas pra ir. Boa parte dela é pista simples e em estado precário. A quantidade de remendos e a pista deformada faz o carro chacoalhar muito, parece viagem de lancha.

A quantidade de caminhões também desanima, cada caminhão pelo caminho estica a viagem. Os buracos atrapalham um tanto a tentar ultrapassagens, mas tem gente que vai assim mesmo. O mais impressionante é que se o cara resolve ultrapassar e te vê vindo em rota de colisão, ele não diminui e retorna, ao invés disso ele dá luz alta e buzina. Some isso a falta de acostamentos por causa das obras e dá pra ter idéia do estresse.

A boa notícia é que o trecho está sendo duplicado e em alguns pedaços dá pra experimentar como vai ficar. Quando ficar pronta, viajar de Natal para Recife será muito mais tranquilo. E devo dizer que o Progresso voa nas estradas do Nordeste, olha uma foto dele ai.



Quando esse ônibus entrou na minha frente eu xinguei por antecipação, afinal achei que ia ficar empacado por horas. Mas devo dizer que foi até difícil acompanhar o Progresso.

A única vez que eu cheguei mais perto foi porque tinha um carro (É carro) atrapalhando o Progresso. Por sinal, Celta deve ser uma merda de carro, toda vez que tinha carro embaçando era Celta.



No final, só consegui ultrapassar o Progresso quando parou para pegar passageiros, mas ele deve ter mudado de caminho depois disso, pois não o vi mais o resto da viagem.