quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tempo é relativo

Depois da Renata brincar um tempão com a priminha Giulia. A menina de 6 anos vira pra ela:


Você nasceu em 2000 e quanto?

Eu nasci em 1978.

Giulia horrorizada:

Mas então você é uma adulta?!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Mulinha.

 
Posted by Picasa


Olha só Dan, tem uma mula no estacionamento do prédio.

Não fala assim dos vizinhos.


NÃO! É verdade, tem uma mulinha ali.

Sério? Caramba... e ainda estacionaram a mula em cima da calçada.


Mas pensando bem, ela podia só ter ido fazer uma boquinha no jardim.

domingo, 11 de outubro de 2009

Rap Guide to Evolution

Ultimamente tem mais coisas interessantes para escrever do que tempo, mas assim que eu vi essa tive que colocar aqui.

Por causa de um problema com os feeds dos podcasts da Scientific American acabei achando esse outro podcast de ciência: The Naked Scientist.

Um dos tópicos que me chamou a atenção logo de cara é meio antigo (16 de julho), mas é fantástico. Como parte das comemorações do bicentenário de Darwin professores ingleses (não consegui entender o nome) convidaram um rapper canadense para fazer "The Rap Guide to Evolution". O MP3 está no link ai atrás se alguém quiser ouvir o show inteiro, aqui embaixo tem uma apresentação dele que achei no YouTube.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Deus ama os homens medíocres.

Deus ama os homens medíocres. Fez uma porção deles.
Abraham Lincoln

Saímos para jantar hoje, por acaso era um lugar que tinha televisão e estava no noticiário local RN TV.

Entre as notícias:

Alecrim luta para chegar a final da série D.

Velório do Monsenhor de Mossoró.


Mas a notícia que realmente mexeu comigo foi a última sobre uma árvore que chora. É uma árvore no interior do Estado que sofre acúmulo de uma coisa esbranquiçada nos galhos que vira líquido e cai. Os locais já anunciaram que a coisa branca é gelo e o líquido são lágrimas da árvore e isso tudo é um milagre. Tem gente levando galhinho da árvore pra se benzer, afinal é um milagre.

A reportagem pediu para um pesquisador da UFRN avaliasse o vídeo da árvore, mostrando a coisa branca e as gotas caindo. Não lembro da explicação exata, mas resumidamente, quando a árvore está sofrendo algum tipo de dano ela pode liberar fluído e a seiva forma aquele tipo de espuma. Além disso, nas horas mais quentes do dia essa liberação a própria respiração da árvore pode formar as gotas que caem das folhas.

O que me chocou foi a reação das pessoas:

Pra mim aquilo lá em cima é gelo. E isso é obra de Deus, pois formar gelo nesse calor.


Tudo bem, eu sou um homem da ciência e de muito pouca fé na humanidade, mas tudo que falaram na reportagem me deu a impressão que ninguém pegou um aparelho de alta precisão (tipo uma escada) e subiu na árvore pra ver se aquilo é gosma ou gelo. Isso não é química quântica, ser curioso, questionar e testar o mundo a nossa volta é a base de todo o desenvolvimento.

Odeio quando as coisas deixam de ser:

"Parece neve"

Pega escada olha de perto, passa a mão.

"Olha é ???" - onde ??? é o resultado de uma observação.


E passam a ser:

"Parece neve"

"Mas aqui é muito quente pra ter neve"

"Então é obra de Deus"

"UAU! Me dá um raminho pra curar minha unha encravada"

sábado, 26 de setembro de 2009

They Might Be Giants - Here Comes Science

Já tinha ouvido falar do CD "Here Comes Science" da banda "They Might be Giants", hoje finalmente escutei algumas músicas no podcast do SciFri.

Fiquei besta, estou vendo como comprar o CD, DVD, poster, camiseta da banda. Fã instantâneo.

Tem muita coisa no You tube,

O que achei ótimo foi que no melhor do espírito científico a banda já lançou uma nova música para corrigir uma onde eles pegaram um conceito incorreto.







Pior que eu acho a primeira versão mais legal. Mas assim como na ciência, achar uma teoria mais legal não torna ela correta (Lamarck que o diga).

Se você gostou passeie um pouco no Youtube, a música deles sobre o Paleontologista é ótima também.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Yuck Factor e o restaurante no fim do universo.

Em seu livro "O Restaurante no Fim do Universo", Douglas Adams descreve uma vaca desenvolvida geneticamente para querer ser morta e comida, o simpático animal desenvolvido para reduzir a culpa dos clientes chega ao cúmulo de sugerir quais os pedaços mais saborosos.

A Renata me indicou um texto no Sandwalk, The 'yuck factor', relata um artigo que traz um exercício de lógica com um tema parecido.

O artigo de Adam Shiver publicado na revista Neuroethics sugere a criação de animais geneticamente modificados para não sentirem dor. Dessa maneira todas as críticas quanto ao sofrimento de animais para abate seriam "anuladas".

O artigo faz essa sugestão como um exercício de lógica. Introduzir essa mudança realmente anularia as questões referentes ao sofrimento desses animais, entretanto nenhum vegetariano voltaria a comer carne por causa desse argumento. Essa jogada com uma hipótese extrema é uma maneira de se mostrar que no fundo a discussão sobre o sofrimento dos animais não é muito relevante quando estamos discutindo vegetarianismo vs onivorismo.

De qualquer forma, devemos estar longe de ver a vaca mutante de Douglas Adams em um futuro próximo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

É a LEI!!!

Uma coisa curiosa ao relembrar a física é ver a mudança na minha percepção do assunto.

Veja as duas frases:


A posição de um carro em movimento retilíneo uniformemente variado no tempo segue a equação S=S0+v0t+1/2(at²).

A equação S=S0+v0t+1/2(at²) pode ser usada para descrever o movimento de um carro em movimento retilíneo uniformemente variado.


Tem uma diferença sutil, mas que define a minha mudança de percepção.

Lembro que quando estudei física pela primeira vez, ou mais tarde na graduação ficava constantemente com a sensação de ser uma coisa artificial. Como se os físicos esperassem que as coisas se comportassem segundo suas leis e equações (1a afirmação), mas hoje vejo que as leis e equações são na verdade tiradas de exaustivas experimentações, modelos e algumas sacadas de matemágica (2a afirmação).

Muito do que a escola nos passa tomam essas proporções e dão a entender que Newton subiu uma montanha, encontrou uma sarsa ardente que entregou as tábuas contendo a mecânica clássica e "AI DA ESFERA NO VÁCUO QUE NÃO SE COMPORTAR ASSIM". Saber que o processo científico é cheio de falhas, voltas e remendos deixa tudo mais interessante. Não existem verdades e certezas, mas sim o melhor modelo disponível e podemos mudar e mexer para se adequar as nossas necessidades.