quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Man of wealth and taste

E agora, é o meu prazer apresentar, o mundialmente famoso, meu sobrinho, GABRIEL OKIMURA KERR!!!




Ou como ele tem preferido, Ieiel Mumu Quéé.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Vencendo a Rainha de Copas

"It takes all the running you can do, to keep in the same place." - A Rainha de Copas em Alice através do espelho, de Lewis Caroll

Em biologia a hipótese evolutiva da Rainha de Copas pode ser determinada desta maneira: Para um sistema evolutivo, é preciso haver um desenvolvimento contínuo para manter a aptidão relativamente aos sistemas com o qual estão a co-evoluir.

Trocando em miúdos, uma vez que parte das pressões seletivas para evolução são outros organismos biológicos, quem para de evoluir é extinto.

No combate a parasitas uma arma importante é SEXO. Espécies que não fazem sexo não conseguem evoluir rápido o suficiente para combater parasitas. Curiosamente, o rotífero Bdelloid passou os últimos 30 milhões de anos sem fazer sexo e vai muito bem obrigado.

Um grupo pode ter desvendado como o rotífero consegue. A chave para a sobrevivência do rotífero na corrida da Rainha de Copas? Não jogar.

Normalmente se uma colônia do rotífero é infectada com o fungo predador, os rotíferos são extintos. Entretanto, o que descobriram é que o rotífero resiste à seca, ele tem mecanismos internos que permitem a anidrobiose, vida na ausência de água, podendo ser re-animado quando a água voltar.

Se conseguir ficar sem água por mais de 3 semanas o rotífero "escapa" temporalmente do predador, que não resiste tanto tempo desidratado.

Além disso o rotífero em anidrobiose é facilmente carregado pelo vento, enquanto seus predadores naturais, não. Dessa forma fugindo de predadores no espaço e no tempo quando dá.

Aqui tem um vídeo bacana que o Science Friday fez sobre a história, é em inglês:

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Bueno 2 - Fotos

Quando falei do Bueno eu fiquei devendo as fotos. Fui com a Renata uns dias atrás e aqui vai o resultado.

Acho que a coisa iria muito melhor se eu fosse mais cara de pau, podia pedir pra tirar uma foto do balcão, da equipe, da fachada. Mas como eu sou tímido, só tirei da nossa comida.

Tem um trio de entradas... é mais uma dupla já que pedi repeteco de porco cozido na entrada, o outro é kimchi (ou kimuti como eles escrevem no cardápio).


A outra foto mostra um domburi de lingua grelhada com molho da casa (levemente apimentado, vai alho e óleo de gergelim).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O mal dos orientais...

Apesar da origem mestiça eu sofro do grande mal dos japoneses, isso já rendeu muita piada, mas o que quero dizer é que sou fraco para bebida. Em inglês denominam Asian Flush, referência a cor vermelha que muitos orientais adquirem ao beber álcool.

Aproximadamente 15% dos orientais tem uma mutação na enzima Álcool desidrogenase. Essa mutação faz com que a enzima funcione muito mais rápido, levando ao acúmulo de aldeído no organismo, o que é tóxico.

Como consequência muitos orientais são fracos para álcool e uns pobres coitados sofrem uma verdadeira alergia etílica. Evolutivamente faz sentido que uma mutação seja mantida quando é inócua, ou apresente alguma vantagem. Por exemplo, anemia falsiforme é uma doença terrível, mas confere uma certa resistência à malária.

Mas fica a dúvida, qual a vantagem de vomitar muito com pequenas quantidades de álcool?

Cientistas avaliaram a presença dessa mutação em chineses e encontraram uma correlação. Aparentemente os locais com maior incidência da mutação coincidem com focos de domesticação de arroz. Sinais arqueológicos também apontam para o uso do arroz para produção de álcool.

A hipótese apresentada pelos cientistas atualmente é que a mutação se manteve pois pessoas que passam muito mal com álcool tendem a manter distância dele, diminuindo a chance de tornar-se um alcolista e consequentemente descuidando da família e trabalho.

Não se sabe ainda como (ou se dá para) testar essa idéia, mas é interessante entender um pouco mais o porque que um copo de cerveja me deixa vermelho e tonto e por que raios uma característica dessa representa uma vantagem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Enquanto isso em Bauru

Vim passar uns dias em Bauru com a Re e família enquanto nosso futuro é decidido por nós em outros lugares. Aguardar chamada de concurso é um caos. Se eu que estou só acompanhando estou mal, imagina a Re.

De qualquer forma viemos passar uns dias aproveitando estadia di gratis com a família.

Uma coisa boa é que o cinema aqui é bem mais barato que em São Paulo. Uma sala decente custa aproximadamente a metade do preço, excelente para quem caiu no limbo dos sem-meia-entrada e sem-emprego.

Algumas bizarrices de Bauru:

1) Tinha uma sorveteria muito boa, Quatrina, que estava fechada, não sabemos desde quando, pelo menos desde a virada de ano.

Arrumamos uma outra sorveteria, não tão boa, mas bem mais barata, não tem placa na frente, mas o sorvete é legal com uns sabores inusitados: Leite ninho, 4 leites (integral, condensado, de coco e doce de leite) com morango, chiclete, diversas variações de chocolate (charge, suflair, meio amargo, ao leite, ao leite com pedaços, etc.).

Hoje passando em frente vimos que a Quatrina re-abriu as portas. Onde já se viu, sorveteria que fecha durante as férias escolares?!

2) Aqui vai ter show do A-HA, the farewell tour. Ingresso à R$350!!!

3) No dia 29 de janeiro teve num shopping o tradicional nhoque da sorte, acompanhado de show do Jerry Adriani.


Não vamos em nenhum desses shows, mas pelo menos rendem umas risadas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Liberdade mesmo que trampo...

Faz um tempo comecei a usar o Ubuntu Linux e a advocar pelo software livre para todos meus conhecidos.

Recentemente os Windows nos laptops da Re e do meu irmão estavam dando muito trabalho, atendendo a pedidos e com um pouco de forçassão de barra da minha parte instalei o Ubuntu para eles também.

Como meu irmão só queria um computador para o geral, internet e office, não teve problema algum até agora, são coisas que o Ubuntu faz muito melhor que o windows.

O que começou a azedar foi a Apple. O Ubuntu vai muito bem obrigado no que é livre, nos códigos abertos, entretanto nas particularidades a coisa vai cano abaixo.

Não existe software decente para gerenciar iPod no Ubuntu. Como os bancos de dados e códigos do iPod são proprietário a maioria dos programas para gerenciar apresenta um ou outro problema.

Rhytmbox é uma droga para gerenciar playlist.
GTKPod não permite alterar a ordem das músicas em uma playlist e não tem um player embutido.

Vendo as opções a Re encontrou o YamiPod. Parecia a coisa mais interessante, mas a instalação foi um caos.

INSTALANDO O YAMIPOD

O YamiPod depende da biblioteca libstdc++5. Infelizmente no Ubuntu 9.10 ela foi substituída pela libstdc++6. Encontrei como concertar essa dependência aqui.

É fácil, basta baixar a biblioteca da versão anterior e instalar. Eu peguei aqui no depositório do Ubuntu.

Um problema é que o Yami tem que ter o ipod com o banco de dados no formato do iTunes, então se tiver aberto em outro programa ele não reconhece. É importante que seja uma versão 8 ou antes do iTunes, pois na 9 foi mudado o formato do banco de dados e o Yami não reconhece mais. Eu não sabia disso primeiro então instalei o iTunes 9, fiz tudo errado, desinstalei, instalei a versão 8 e ai foi tudo ok.

Peguei a versão anterior do iTunes aqui e instalei na minha partição do Windows. Rodei uma vez o iTunes com o meu iPod e o Yami reconheceu.

Realmente parece ter todos as características que a Renata queria para usar o iPod, um problema a menos para usar o Ubuntu.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Julie & Julia

Fui assistir hoje Julie & Julia. Demos sorte que ainda está passando no cinema aqui em Bauru. Em São Paulo já saiu de cartaz faz tempo.

O filme é bem atual, intercala trechos das histórias de Julia Child, autora de livros de culinária e show de TV americana, e Julie, funcionária do serviço público americano, frustada com a vida que toma como projeto fazer em um ano todas as 500+ receitas do livro Mastering the Art of French Cooking de autoria da primeira e blogar a respeito.

O blog de Julie virou livro, que inspirou o filme.

O filme retrata bem outra coisa, o quanto é frustante a rotina de Julie no começo e como o blog/projeto vai servindo de escape e de saída.

Acho muito bacana como a internet permite essa conversa entre mídias. Blog que vira livro que vira filme. Qualquer um pode vir aqui e escrever o que quiser, muitos ficam como eu, mandando mensagens em garrafas que pouca gente lê, provavelmente se eu mandasse esses posts como email para família e amigos teria mais leitores, mas gosto que isso fique aqui disponível.

Já falei antes, uso esse blog um tanto como uma memória auxiliar, penso em quanta conversa legal que tive e as palavras vão se perder para sempre. Não que isso aqui seja permanente, mas é bem melhor que a minha memória e o mecanismo de busca, tags ajudam horrores.

Mas algumas pessoas tem coisas interessantes para falar e escrever. Gostei do filme por todas essas coisas, quem tiver oportunidade assista.